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Origem da música R&B

Atualizado em 22 julho, 2017

R&B, ou rhythm and blues, é um termo musical que mudou drasticamente de significado, uma vez que foi inventado pelo executivo da Atlantic Records, Jerry Wexler, em 1948, como substituto do termo race records. Em um sentido histórico, o R&B representa o ponto em que a música negra começou a se transformar lentamente em rock and roll. Em um sentido moderno, R&B é um gênero de música pop suave que é totalmente centrado no vocalista. Pode-se notar nele elementos de funk, hip hop e soul, mas é completamente diferente do rhythm and blues dos anos 50 e 60.

Nota-se no R&B elementos de funk, hip hop e soul (Jupiterimages/Photodisc/Getty Images)

O nascimento do R&B

O R&B original surgiu do jazz. Na década de 1940 e no início dos anos 50, o ritmo representou uma sequência mais agressiva, com batida, do jazz. A ênfase era menos na improvisação do que no momento da entrega e incorporou as estruturas das canções de blues. O R&B, inicialmente, apelou para o público afro-americanos nas áreas metropolitanas pelas suas raízes na música tradicional e seu imediatismo e possibilidade de dançar, para não mencionar o seu apelo sexual. Louis Jordan foi um dos primeiros artistas a serem identificados pelo gênero, junto com Big Joe Turner e outros, embora na época o termo preferido era "jump blues".

Expansão do R&B

Até a década de 1950, o gênero já foi se diversificando, com muitos grupos tentando diferentes abordagens para o novo estilo. Em 1951, o influente DJ Alan Freed estreou um novo programa de rádio para mostrar a música intitulada "The Moondog Rock and Roll House Party", lançando assim o termo que esta forma de R&B se tornaria em pouco tempo. No mesmo ano, Little Richard começou a gravar para a RCA, mas ele levaria três anos para ter um público maior. No entanto, logo se tornaria uma das figuras mais influentes e duradouras da nova cena. Ele era contemporâneo de pessoas como Fats Domino e Ray Charles, que também tiveram hits R&B nesta época.

R&B se torna rock and roll

No início, o rock and roll costumava ser o produto de grupos brancos fazendo covers ou regravações de músicas anteriores de R&B de artistas negros, que passavam pela censura para se adaptar ao público de mais audiência (brancos). Bill Haley and the Comets são um exemplo perfeito; sua principal realização foi simplesmente popularizar algo que estava circulando por algum tempo. Foi necessário um artista com o calibre de Elvis Presley para trazer algo novo ao gênero. O palco estava montado e pedia mais experiências com o gênero e, quando uma "banda de cover R&B de brancos" chamada Rolling Stones surgiu, o rock and roll nasceu.

Desvios da R&B

À medida em que os anos 60 avançavam, artistas negros, principalmente, começaram a levar o ritmo a novas direções, afastando-o do rock and roll. Isso resultou em subprodutos gloriosos, como o soul de Otis Redding, o funk-rock de George Clinton's Funkadelic e o funk/soul/dance/rock/festa de Sly and the Family Stone. Ao mesmo tempo, alguns artistas, como James Brown, focaram no básico, tocando R&B/soul, o que, no final dos anos 60 e 70 se transformou no funk moderno, com a ajuda da banda de apoio do Brown, a JBs. Assim, juntas e diluídas, as várias formas resultaram em música disco e dance moderno.

R&B moderno

Com o fim da discoteca, o R&B acabou dando mais valor ao vocal na música pop com uma dívida ao soul e ao blues. Com a passada da década de 1980 para a de 90, o R&B foi influenciado pelo hip-hop, o que resultou em desdobramentos, como o sucesso "New Jack Swing" (ideia do produtor Teddy Riley), no início dos anos 90, quando artistas como Sino Biv DeVoe e Jodeci lançaram grandes hits com produções pop, com um toque retrô elegante. Os valores de produção altamente elegantes são uma marca registrada do R&B moderno, que, para melhor ou pior, largou mão das encarnações anteriores. Artistas de R&B moderno, como Akon, frequentemente trabalham junto com artistas de rap para diversificar seu público e ampliar o apelo das músicas. Este ritmo, devido à sua longa história, continua sendo um dos mais amplos termos na história da música.

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