Origens do salto com vara

Escrito por brianhutchinson | Traduzido por natalia peres
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Origens do salto com vara
Um saltador com vara exemplifica o padrão; o salto tem sido praticado há milênios (pole vault image by Cindy Haggerty from Fotolia.com)

As varas sofisticadas de fibra de vidro e as valas acolchoadas do salto com vara moderno tornam difícil imaginar as origens mais humildes do esporte. O plantio estratégico de paus, lanças e bastões, no entanto, era uma habilidade aperfeiçoada por ambas as sociedades antigas e medievais. A técnica foi usada para viajar por terrenos acidentados e montar ataques em fortificações elevadas. Estes princípios históricos foram os precursores da forma moderna de salto com vara, que foi desenvolvido no final de 1700.

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Origens históricas

Remanescentes do patrimônio de salto com vara ainda podem ser evidenciados na obra de arte e da escrita de antigas civilizações. Desenhos lapidados no Egito, que remetem ao Império Antigo (cerca de 2686 aC), retratam guerreiros egípcios usando varas para superar as paredes inimigas. Formas vestigiais do esporte atual também são representadas na cerâmica grega, nas quais as figuras pintadas podem ser vistas usando bastões para saltar sobre o dorso de um cavalo.

O livro irlandês de Leinster do século XII até chega a citar jogos organizados nos quais eram usadas varas para saltar a distância. A origem do esporte como uma competição de distância, em vez de altura, pode ser resultado do uso comum de varas na França e na Irlanda como um método prático de navegar a topografia da área, a prevalência de córregos e riachos, fazendo do salto uma opção de viagem rápida e seca.

Lenda e mito

As raízes do esporte são baseadas nestes registradores históricos, mas, de forma adequada, o salto com vara também surgiu de mitos e lendas. Na Metamorfoses de Ovídio, a deusa romana Minerva, após concluir uma reunião com Envy, usa uma lança para saltar da terra para os céus.

É dito que a mesma técnica foi sido usada pelo espanhol Alvarado em sua famosa fuga de 1520 da cidade asteca de Tenochtitlan; fincando sua lança, ele saltou sobre um pequeno cisão na terra e ultrapassou a horda asteca atrás dele.

O rei britânico Henry VIII se viu com menos sorte quando, seguindo um falcão, tentou a mesma técnica e caiu no fundo das águas barrentas do rio.

Origens modernas

O crédito pelas origens da versão moderna do esporte é muitas vezes dado a Johann GutsMuths. Em 1792, o alemão escreveu o livro "Gymnastik furde Jungend". O livro propunha os benefícios físicos da atividade e estabelecia regras e diretrizes para a sua prática. Jan Johnson e Russ Versteeg, autores de "The Illustrated History of the Pole Vault", detalharam as contribuições do fundador: Ele "descreve a concepção de normas de salto, os princípios gerais de salto com vara [e] o comprimento da corrida de aproximação, e [ele] ainda oferece conselhos sobre o a pegada de mão recomendada! "

Assimilação aos jogos modernos

Embora tenha nascido na Alemanha, o conhecimento e a prática do esporte começou rapidamente a se espalhar por toda a Europa. Ele tinha poucos seguidores na Inglaterra durante os anos 1800. Em 1855, foi parte dos English Games e, na década de 1860, foi um evento em partidas universitárias oficiais. Quando os primeiros jogos olímpicos modernos foram realizados em Atenas, Grécia, em 1896, o salto com vara foi incluído na categoria de atletismo. O reconhecimento como um evento misto levou muito mais tempo; o salto com vara das mulheres não ganhou seu espaço antes do início de 1990.

Tipos de varas

Durante o curso dos mais de dois séculos que se situam entre a fundação de GutsMuths e os dias de hoje, o tipo de vara usada na competição mudou drasticamente. Estudantes de GutsMuths saltavam com varas de madeira, muitas vezes nogueira ou cinzas. Por volta de 1920, varas de bambu eram a norma. Aço e alumínio foram a norma por um breve período durante os anos 40 e 50 antes de abrir caminho para a fibra de vidro e ramificações de carbono, atuais preferido.

Progressão recorde

Melhorias na tecnologia das varas têm ajudado o crescimento cada vez maior de recordes na modalidade. O estatístico Gerard Dumas documentou que, em 1789, o melhor salto notável alcançou uma altura de 1,82 metros. Na época da primeira Olimpíada, aumentou para cerca de 3,47 metros e, após a Segunda Guerra Mundial, chegou próximo aos 4,77 metros. A partir de 2010, o atual recorde mundial é mantido por Sergey Bubka da Ucrânia, cuja marca de 6,14 metros se mantém desde 1994.

Sigificado

As mudanças que varreram toda a paisagem do salto com vara são generalizadas; uma habilidade adquirida na viagem por terrenos difíceis ou cercando uma muralha inimiga, praticada pela primeira vez com lanças e bambu, tornou-se a pedra angular histórica de GutsMuths. As origens antigas e modernas do esporte oferecem um vislumbre de sua evolução e contexto e revelam por que a capacidade de transcender a altura e distância é um valioso atributo atlético.

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