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Padrão fixo de ação humana

Atualizado em 17 abril, 2017

O "padrão fixo de ação" é um termo da sociobiologia que descreve o comportamento animal instintivo, indivisível, com início e fim. Ele costumava referir-se apenas a animais não humanos, mas estudiosos da sociobiologia humana, também conhecida como psicologia evolutiva, atualmente reconhecem que nós também temos esse padrão. A descoberta se baseia na pesquisa com bebês. Na verdade, muitos se referem ao termo como "reflexos primitivos".

Os bebês demonstram uma série de padrões fixos de ação (Jupiterimages/Goodshoot/Getty Images)

Mamar

Mamar é um dos padrões fixos de ação mais compreendidos. Esse padrão refere-se ao comportamento de chupar quando o bebê entra em contato com o bico do seio ou algo parecido. Em termos evolutivos, essa ação evoluiu para ajudá-los a obter a tão necessária nutrição depois do nascimento.

Reflexo de Moro

Um padrão fixo de ação, chamado "Reflexo de Moro", refere-se à reação dos membros do bebê quando a sua cabeça e tronco são movidos. Biologicamente, não há nenhuma razão para eles moverem as mãos quando são repentinamente deslocados. No entanto, os humanos possuem esse padrão, agitando seus membros em resposta ao movimento. Uma perspectiva evolutiva sobre a existência disso é que poderia aliviar o impacto da cabeça e dos órgãos vitais em caso de queda.

Agarrar

O agarrar das mãos é um padrão fixo de ação. Sem aprender, os bebês agarram muitos objetos, especialmente aqueles em forma de corda ou cilíndricos. A explicação evolutiva para isso é que o movimento permite que as crianças se segurem nos cabelos da mãe enquanto amamentam. Essa capacidade permite que os bebês se segurem caso caiam do colo.

Virar a cabeça

Este padrão fixo de ação diz respeito ao conhecimento do bebê de virar o rosto de acordo com certos estímulos. Se estiver com fome, ao sentir estímulo na bochecha, virará o rosto em direção a ele. Se não, em contrapartida, a incitação fará com que vire o rosto na direção oposta. Isso provavelmente evoluiu para que o bebê avisasse quando quer se alimentar ou não. A similaridade cultural com o nosso balançar da cabeça para dizer "não" pode ter surgido daí.

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