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Os Papais Noéis mais estranhos do mundo

Ao contrário da crença popular, a cor vermelha antecede aos comerciais veiculados pela Coca-Cola nos anos 30
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Introdução

O Papai Noel que conhecemos está longe de ser o único presenteador mítico associado à época de Natal. Os elementos principais costumam ser os mesmos, seja a roupa vermelha ou o saco de presentes. Contudo, há algumas diferenças entre o "nosso" Papai Noel e outros descritos em histórias de diferentes partes do mundo. É comum que o personagem principal tenha sido misturada com São Nicolau, santo da Igreja Católica, em algum momento. Assim, várias desses personagens ganharam semelhanças ao Papai Noel que originalmente não tinham. Por exemplo, o Papai Noel inglês (Father Christmas) inicialmente era associado à alegria e não a presentes. Com o tempo, ele se fundiu ao conceito norte-americano de Papai Noel (Santa Claus) e hoje já não é possível distinguir um do outro.

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Père Noël – França

Père Noël é o Papai Noel francês. Tradicionalmente, ele é acompanhado pelo malvado Le Père Fouettard na noite de 6 de dezembro, quando os presentes são distribuídos. Eles formam uma dupla: Père Noël recompensa as crianças que se comportaram bem e Le Père Fouettard chicoteia crianças más. Com o tempo, essa história foi desaparecendo e, hoje em dia, Père Noël é acompanhado por personagens mais natalinos e amistosos, como elfos. Ele se parece bastante com o Papai Noel que conhecemos, exceto por cavalgar um asno.

Hemera Technologies/AbleStock.com/Getty Images

Krampus - Alemanha e Áustria

Embora o Papai Noel inspirado em São Nicolau tenha sido usado na Alemanha e Áustria (assim como uma espécie de precursor chamado Belsnickel), ele tinha um assistente demoníaco chamado Krampus. Esse ajudante costuma ser retratado como uma criatura diabólica, com chifres e que assume o lugar do bondoso Papai Noel na hora de castigar crianças malcriadas com chibatadas e golpes de correntes enferrujadas. O Krampus geralmente é mostrado como um demônio com cascos rachados, mas também é apresentado de forma mais sutil, como um homem assustador vestindo roupas negras. Na Áustria e arredores, foliões bêbados se fantasiam de Krampus, de bruxas e de demônios em geral, para gritar pela cidade e assustar a todos.

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Julenissen - Noruega

Julenissen é o equivalente norueguês do Papai Noel, embora tenha suas origens no folclore escandinavo a respeito dos nisses, criaturas fantasmas parecidas com leprechauns que, conforme a lenda, limpam os campos. Eles surgem na época do Natal e participam dos comes e bebes. O Julenissen é a combinação da ideia de um Elfo do Natal com a de São Nicolau. Ele também entrega presentes na véspera de Natal. Os Nisses são seus parentes mais novos, pregadores de peças que ficam nervosos na presença de humanos, mas que gostam de comer o mingau que lhes é deixado.

Dan Kitwood/Getty Images News/Getty Images

Os Rapazes de Yule - Islândia

Acredita-se que os rapazes islandeses de Yule foram gerados pelos ogros mais horrendos do país: Grýla and Leppalúði. Há 13 descendentes desses ogros criados para amedrontar as crianças a fim de que elas se tornassem obedientes. Uma lei foi editada em meados do século 18 impedindo que eles fossem apresentados dessa forma e, assim, nos anos subsequentes, eles passaram a ser representados com mais semelhanças ao São Nicolau. Existem diversas lendas que falam sobre os Rapazes de Yule. Contudo, a história mais popular decorre de um poema escrito por Jóhannes úr Kötlum. Há exceções, mas a maioria dos Rapazes de Yule tem uma inclinação a roubar comida como o próprio nome deles sugere: Ladrão de Salsicha, Lambedor de Colher, Raspador de Panela e o engenhoso Gancho de Carne. Dizem que este é um aficionado por carnes que joga uma vara de pescar pela chaminé das casas tentando roubar o tradicional cordeiro defumado islandês.

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Ded Moroz – Rússia

A tradução literal para Ded Moroz é Papai Congelado. Ele é a imagem do inverno, de um presenteador e do Ano Novo nos países eslavos. Ele sempre é acompanhado por sua neta Snegurochka, a Donzela de Neve, e, em geral, se parece com a imagem que temos do Papai Noel. A diferença é que seu casaco, decorado com cruzes ornadas e estrelas prateadas, vai até seus calcanhares. Sua imagem moderna é misturada a do personagem de contos de fadas Morozko, um herói com punhos de aço e transtorno de múltiplas personalidades, que possibilita ser generoso com os esforçados e bondosos, e punir os maus e preguiçosos.

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Le Befana - Itália

Le Befana é a Mamãe Noel italiana com um quê de bruxa. A tradução literal de seu nome é "A Epifania" e se refere a Festa da Epifania, que acontece no dia 6 de janeiro. A história original remete a uma mulher que recebe a visita dos três reis magos em seu caminho para adorar o Deus Menino. Ela estava ocupada com as tarefas de casa e se recusou a acompanhá-los. Depois, acabou percebendo ter cometido um erro e saiu atrás deles levando presentes para Jesus, ainda com a vassoura na mão. Infelizmente, era tarde demais e a lenda conta que ela ainda vaga pelo mundo distribuindo os presentes que eram para ser entregues ao Menino Jesus para crianças bem comportadas. Os desobedientes ganham cebolas, alho e carvão.

China Photos/Getty Images News/Getty Images

Dun Che Lao Ren – China

Embora a China não seja um país cristão, eles também têm quem dê presentes de Natal: o Dun Che Lao Ren ("Velho do Natal", em tradução literal). Ele surgiu em função da crescente exposição chinesa à mídia ocidental e, por isso, é bastante semelhante ao arquétipo de São Nicolau. A principal razão para que se celebre o Natal na China é o acontecimento de mais uma festa durante o ano.

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Sinterklaas – Holanda

O Sinterklaas holandês sofreu influência direta do Papai Noel norte-americano e é, portanto, basicamente o mesmo personagem. Ele veste túnicas vermelhas parecidas com as usadas por bispos e viaja ao redor do mundo até o dia 6 de dezembro verificando se as crianças se comportaram bem. Ele tem um ajudante chamado Zwarte Piet ("Pedro Preto", em tradução literal) que, originalmente era seu servo. Isso foi mudado para eliminar os traços de racismo da história original.