O papel da governança corporativa em tomadas de decisões estratégicas

Escrito por jan wondra | Traduzido por bruna biagioli
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O papel da governança corporativa em tomadas de decisões estratégicas
A governança corporativa direciona as decisões organizacionais (oil platform image by michael langley from Fotolia.com)

Um dos papéis mais importantes da governança corporativa é garantir que as decisões estratégicas sejam tomadas no interesse das pessoas que possuem participação nos resultados. Conselhos têm se tornado cada vez mais focados nos acionistas corporativos, mas uma mudança está prestes a acontecer. Os interesses dos parceiros, como clientes, potenciais clientes e não clientes que são impactados pelas decisões da empresa podem começar a chamar a atenção ao planejar as estratégias das tomadas de decisão da governança corporativa.

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Definição de políticas

A governança corporativa é o sistema usado para direcionar e controlar as organizações. Um dos muitos papéis desempenhados pelo conselho de administração e comitê executivo é estabelecer e aplicar políticas necessárias para a efetividade da operação da companhia. Isso pode incluir código de conduta para clientes, fornecedores, empregados e empresas parceiras, entradas na estrutura da empresa, assim como aprovações de posições funcionais e responsabilidades. Isso pode também conter inclusões na cultura corporativa ou uma série de traços sutis de governança que afetam a transparência ou a opacidade da tomada de decisões estratégica.

Estabelecendo estratégia corporativa

O quadro corporativo de uma organização precisa estar intimamente envolvido em estabelecer uma definição clara dos objetivos e resultados desejados da empresa. Se uma empresa definir o objetivo de se tornar líder global em telecomunicações para o mercado militar, por exemplo, então os objetivos corporativos, planos estratégicos, alocação financeira e resultados mensurável devem ser medidos contra suas capacidades de mover a empresa em direção a esse objetivo. Se os recursos estiverem sendo alocados em lugares que não suportam esse objetivo estratégico, então a devida diligência do conselho deve identificar o motivo para isso e entender o que está fora da estratégia: a estratégia em si ou as ações dos recursos que parecem, inicialmente, estar fora de sincronia.

Garantia de que ações suportam posições estratégicas

Um time executivo da companhia é diretamente responsável perante o conselho de diretores. Isso exige que as principais decisões corporativas e os resultados contra os objetivos da empresa devem ser vetados, se não pelo conselho completo, então pelo comitê executivo do conselho. Ações estratégicas fundamentais, como fusões e aquisições, as principais entradas de novos mercados, mercados existentes, fechamento de plantas, alteração da diversificação ou posições de preços, são exemplos de decisões que requerem a supervisão da governança corporativa.

Monitoramento de decisões de investimento e investimento de capital

É responsabilidade do conselho de administração da empresa analisar e compreender as demonstrações financeiras da empresa e orientar o investimento prudente de recursos, para maximizar o lucro líquido e o retorno. Especialmente desde que a lei Sarbanes-Oxley de 2002, que introduziu novas responsabilidades para os relatórios financeiros, os conselhos de administração devem estar atentos ao impacto estratégico das novas exigências para controles internos. Órgãos sociais também devem analisar e compreender o portfólio de produtos e apoiar a equipe de gestão executiva, oferecendo supervisão estratégica sobre ajustes no mix de produtos, aprovação ou mudança no investimento de capital para categorias de produtos com maior potencial para manter e fazer crescer os fluxos da receita e gerenciar despesas. Ao mesmo tempo, membros dos conselhos de administração possuem uma difícil tarefa: ajudar a equipe executiva a equilibrar os objetivos de curto prazo tão desejados pelos acionistas como o investimento a longo prazo necessário para garantir o futuro da companhia.

Prestação de contas a parceiros

De um ponto de vista de governança, a prestação de contas, embora muitas vezes seja focada em acionistas, às vezes pode se tornar algo que até agora estava impensado. Historicamente, o currículo das escolas de negócios têm enfatizado a responsabilidade, principalmente para ações de retorno dos acionistas, deixando as responsabilidades de uma empresa para um bom cidadão corporativo muitas vezes esquecido.

Como os preços das ações e os dividendos trimestrais têm tomado a frente, os investimentos a longo prazo são muitas vezes retirados. Aspectos críticos de responsabilidades de governança corporativa, como investimento em infraestrutura, aquisição de novas ferramentas, segurança do trabalho ou planejamento de desastres, têm sido muitas vezes ignoradas ou adiadas por parâmetros de tempo anteriores.

O desastre do petróleo do Golfo, em 2010, demonstrou um julgamento questionável pela governança corporativa da British Petroleum (BP). Enquanto o lapso talvez tenha sido compartilhado por muitos produtores de óleo, seguiram-se anos de crescimento de receita sem precedentes e retorno aos acionistas. Como os lucros sem precedentes enrolou, parecia que pouco ou nenhum investimento empresarial foi designado à tecnologia, inspeções de segurança ou planos de resposta a desastres em águas profundas, assim como as reservas de petróleo estavam em águas cada vez mais profundas.

Certamente as partes interessadas nesses desastres vão muito além de acionistas da BP e inclui pescadores e pequenos empresários cujos meios de sustento foram destruídos e a fauna devastada pelo desastre e pelas pessoas do Golfo, cujas vidas seriam afetadas durante as próximas décadas. Uma diretoria corporativa que não se prepara para a crise ou considera o amplo impacto de suas decisões operacionais está cumprindo o seu mandato.

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