Qual o papel da pepsina na digestão?

Escrito por wanda thibodeaux | Traduzido por vanessa arnaud
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Qual o papel da pepsina na digestão?
A pepsina é uma enzima que participa da digestão de proteínas (John Foxx/Stockbyte/Getty Images)

A digestão é um processo que ocorre em todos os mamíferos, incluindo os seres humanos. Diversas etapas estão envolvidas no processo de quebra dos alimentos, cada uma relacionada a enzimas específicas. Algumas delas são encontradas na boca, enquanto outras estão presentes apenas nos intestinos. A pepsina é uma enzima que desempenha um papel único na digestão dos alimentos.

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Definição

A pepsina é uma enzima digestiva liberada no estômago como pepsinogênio. A liberação de ácido clorídrico estimula a secreção da forma inativa dessa enzima. Quando o pepsinogênio é exposto ao ácido clorídrico no estômago, ele sofre uma ativação e se transforma em pepsina.

Função

A função principal da pepsina é quebrar proteínas contidas nos alimentos como carne e ovos em segmentos menores (polipeptídeos). A enzima é específica para certos pontos da proteína, e, portanto, não ocorre uma digestão completa ao nível de aminoácidos. Para que isso aconteça, o alimento deve passar pelos intestinos, onde o processo terá continuidade a partir da atuação de outras enzimas.

Erros comuns

Uma confusão que envolve a pepsina é a ideia de que o ácido clorídrico é o responsável pela digestão. Na verdade, o ácido clorídrico desempenha duas funções. Primeiramente, altera a conformação das ligações proteicas -- o que é chamado de desnaturação. Isso expõe as ligações peptídicas das proteínas. Em segundo lugar, o ácido clorídrico converte o pepsinogênio em pepsina. Com as ligações peptídicas expostas e a presença de pepsina no estômago, as proteínas passam a ser quebradas em polipeptídeos. O ácido clorídrico então ajuda a promover a digestão mas não é diretamente responsável pela quebra dos alimentos.

Antiácidos e a função da pepsina

A pepsina requer um pH baixo para atuar. Antiácidos, entretanto, aumentam o pH do suco gástrico, alcançando um valor não ótimo para a atuação da pepsina. Uma vez que essa enzima é necessária na digestão das proteínas em polipeptídeos, indivíduos que fazem uso muito frequente de antiácidos estão, na verdade, causando mais danos ao tornarem menos eficiente o processo digestivo. Além disso, algumas alergias alimentares são relacionadas a proteínas parcialmente digeridas que atravessam a parede intestinal. Uma vez que os antiácidos reduzem a eficiência da pepsina, aumentando a quantidade de proteínas parcialmente digeridas que chegam aos intestinos, eles são um fator de risco de desenvolvimento de alergias alimentares.

Histórico

A pepsina foi descoberta em 1863 por Theodor Schwann. Sua cristalização não havia sido feita até cerca de um século depois, em 1929. Foi feita pela primeira vez pelo cientista John Northrop.

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