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Técnicas para tocar o fagote

Atualizado em 17 abril, 2017

O fagote é um instrumento de sopro com uma palheta dupla. Fagotes apareceram na forma moderna a partir século XIX. Eles são longos, com um bocal de metal curvado e um complexo sistema de chaves. O fagote produz um som baixo e esganiçado, comparável à voz de barítono masculino. Usado em bandas de concerto, orquestras e conjuntos de música de câmara, o som e o timbre do fagote podem ser encaixados em muitos estilos diferentes, a maioria dos quais são baseados na tradição da música clássica européia.

Um tocador de fagote pode lançar mão de várias técnicas de execução (main de musicien image by choucashoot from Fotolia.com)

Técnicas

Uma técnica de fagote não disponível para outros instrumentos de sopro é o "tremolo", onde o polegar da mão esquerda tamborila brevemente sobre o Lá, Dó e Ré agudos antes das notas serem tocadas, o que impede a produção de um som rachado, o que aconteceria normalmente nestes instrumentos devido ao seu tamanho. Alguns instrumentistas, no entanto, não utilizam esta técnica. Os músicos podem controlar tom e timbre através da digitação e da embocadura (a forma dos músculos da boca). Há uma série de técnicas de sopro também à disposição dos fagotistas, incluindo técnicas linguais para a produção de trinados.

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Barroco

A música barroca é um estilo europeu muito popular entre 1600 e 1750, o período barroco, seguido do Renascimento e precedido pela era clássica. O termo "barroco" significa "pérola deformada", referindo-se aos estilos arquitetônicos e artísticos caracterizados por uma ênfase na alta ornamentação.

Musicalmente falando, o período barroco trouxe novas técnicas para compor e tocar com o fagote. Uma série de compositores barrocos escreveu concertos e sonatas para o fagote, incluindo Vivaldi e Georg Philipp Telemann. Durante o período barroco, a ornamentação musical, isto é, trinados, gorgeia, descants e afins foram criados e empregados e interpretados pelo instrumentista ou regente, não pelo compositor (partituras de música barroca não contém ornamentação).

Romantismo

Uma série de compositores românticos também criou obras para fagote, entre eles Camille Saint-Saëns e Carl Maria von Weber. O período Romântico na música durou de 1610 a 1915 e apresenta expressão emocional e paixão acentuadas. O elemento expressionista, fundamental para o romantismo, exigiu a ampliação de estruturas formais de uma composição (de chave, compasso, instrumentação e assim por diante).

Compositores românticos e do modernismo célere achavam o timbre peculiar do fagote perfeito para solos líricos e melancólicos. Antes disso, o fagote geralmente interpretava melodias de baixo encorpadas, mas na era romântica tornou-se um distinto instrumento solista.

Século XX

A música clássica do século XX trouxe consigo uma variedade de estilos diferentes e mais experimentais, muitas vezes em resposta a novos ambientes sonoros produzidos pela industrialização e meios eletrônicos como rádio e fonógrafos. Prokofiev, Glenn Gould, Paul Hindemith e Richard Strauss compuseram obras renomadas para o fagote. Na peça "O menino e o lobo" de Prokofiev, por exemplo, o tom lamurioso e nasal do fagote caracteriza o avô de Pedro.

Compositores modernos mais recentes brincam bastante com dissonâncias, utilizando a distinta capacidade de produzir sons atonais do fagote -- o que se tornou um elemento chave do modernismo musical.

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Referências

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