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Perigos de implantes nos seios em mulheres acima dos 40 anos

De acordo com a American Society for Aesthetic Plastic Surgery (Sociedade Americana de Cirurgia Plástica Estética), a cirurgia de aumento dos seios é a cirurgia plástica mais popular nos Estados Unidos — segundo a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica e Estética, no Brasil ela só perde para a lipoaspiração —, com mais de 350 mil operações feitas por ano. Destas, 95 mil são feitas em mulheres com 40 anos ou mais. Mulheres destas idades escolhem fazer a operação para corrigir o volume dos seios depois da gravidez, remodelá-los devido aos efeitos naturais do envelhecimento ou para fazê-los proporcionais e simétricos, de forma a aumentar a auto-estima.

O aumento dos seios é a cirurgia plástica mais realizada nos EUA (Jupiterimages/Stockbyte/Getty Images)

História

Cirurgias de aumento dos seios e cirurgias reconstrutivas de mama com o uso de implantes preenchidos com silicone foram realizadas pela primeira vez em 1963, com os primeiros implantes preenchidos com solução salina sendo introduzidos em 1965. Os populares implantes à base de silicone foram restringidos pela Administração de Medicamentos e Alimentos dos EUA (FDA), em abril de 1992, após relatos de mulheres que afirmaram que os implantes foram perigosos para sua saúde e responsáveis ​​por doenças auto-imunes. Em 2000, a FDA aprovou implantes preenchidos com solução salina, julgando-os seguros e eficazes para uso em aumento dos seios e cirurgia reconstrutiva de mama. Após extensos testes e pesquisas, os implantes de silicone foram considerados seguros pela FDA e foram reintroduzidos em 2006.

Tipos

Os implantes de mama podem ser divididos em duas categorias: os de silicone e os salinos. Os implantes de silicone são feitos de uma concha de borracha de silicone e inteiramente preenchidos de gel do material, enquanto implantes salinos têm a mesma concha de borracha de silicone, mas estão cheios com uma solução salina estéril. Os implantes de gel de silicone têm uma sensação que se assemelha mais ao tecido mamário natural e podem parecer mais naturais, mas rupturas de silicone são mais difíceis de se detectar e os implantes são mais difíceis de se substituir. As rupturas que ocorrem em implantes salinos são quase imediatamente visíveis por deflação da mama. Enquanto os implantes de silicone são considerados de volume fixo, implantes salinos são selados com uma válvula e podem oferecer volume ajustável, proporcionando a possibilidade de ajuste de tamanho pós-operatório.

Riscos

Como os implantes podem obscurecer a visão do tecido mamário, eles podem, potencialmente, retardar o diagnóstico de câncer de mama. É fundamental para as mulheres acima de 40 anos realizarem mamografias anuais, mas as que possuem implantes podem requerer vistas especiais de mamografia. Recomenda-se que mulheres com mais de 40 anos com implantes mamários de silicone sejam submetidas a exames de ressonância magnética de mama para reduzir as chances de ruptura do implante, três anos após a cirurgia e de dois em dois anos. De acordo com um estudo realizado pelo Instituto do Câncer dos EUA, as mulheres com implantes mamários têm maior risco de desenvolver câncer respiratório e no cérebro, embora a ligação não seja clara, e também têm um risco elevado de desenvolver doenças do tecido conjuntivo, como a artrite reumatoide.

Aviso

Os cirurgiões devem ser notificados durante consulta sobre qualquer medicação ou outras drogas que sejam tomadas periodicamente, a fim de prevenir efeitos secundários adversos durante ou após a cirurgia. Mulheres que se submetem a terapia de reposição hormonal para o tratamento da menopausa podem ter um risco aumentado de desenvolver coágulos no sangue durante ou após cirurgia de aumento de mama, de acordo com a American Society for Aesthetic Plastic Surgery. Para reduzir o risco de coágulos sanguíneos, meias elásticas especiais podem ser necessárias antes, durante e após a cirurgia, ou medicamentos anti-coagulantes. Durante a operação, os dispositivos de compressão podem ser utilizados para manter a circulação normal.

Considerações

De acordo com um estudo realizado no Centro Médico da Universidade de Vanderbilt, nos EUA, cujos resultados foram publicados em 2003, as mulheres que têm mais de 40 anos de idade e receberam implantes mamários têm um risco aumentado de suicídio. Embora a causa definitiva seja desconhecida, os pesquisadores especulam que as mulheres que se submetem à cirurgia de aumento de mama têm maiores taxas de insatisfação com a imagem corporal que a população geral e algumas podem até sofrer de uma doença grave conhecida como transtorno dismórfico corporal. Além disso, elas podem ter expectativas irreais sobre o resultado da cirurgia ou podem experimentar uma complicação pós-operatória que pode levar ao desconforto físico ou à depressão. Sugere-se que as mulheres de 40 anos ou mais podem se beneficiar de uma extensa avaliação de saúde mental antes da cirurgia de aumento dos seios.

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