Como posso me tornar um doador de órgãos?

Escrito por pedro santos
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Como posso me tornar um doador de órgãos?
A doação de órgãos tem o poder de salvar vidas (Jupiterimages/Stockbyte/Getty Images)

A campanha do Ministério da Saúde para estimular a doação de órgãos associa o ato com a própria doação de vida, uma reflexão bastante contundente já que os órgãos de alguém podem contribuir para salvar uma outra pessoa. De acordo com a legislação brasileira, todos podem ser doadores de órgãos, desde que dois princípios sejam observados. Primeiro, o doador deve ter manifestado, em vida, o desejo de doar. Segundo, após a morte, um familiar com parentesco até o segundo grau deve autorizar por escrito a retirada de órgãos. Confira o passo a passo para se tornar um doador de órgãos.

Nível de dificuldade:
Moderado

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O que você precisa?

  • Declaração do doador
  • Aviso à família
  • Possuir identificação e registro hospitalar
  • Após a morte, não apresentar hipotermia, isto é, temperatura do corpo menor a 35ºC, hipotensão arterial ou estar sob efeito de drogas
  • Passar por dois exames neurológicos para avaliação do estado do tronco cerebral
  • Submeter-se a exame complementar que demonstre morte encefálica

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Instruções

    Doação de órgãos após a morte

  1. 1

    Para se tornar doador de órgãos, o primeiro passo é manifestar esse desejo para os familiares mais próximos.

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    A princípio, não é necessário deixar o desejo de ser doador por escrito. Mas os familiares devem autorizar a doação por escrito após a morte do doador.

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    Com a internet, a manifestação do desejo de doar órgãos ficou mais fácil. O Facebook, por exemplo, passou a incentivar os usuários a registrarem a opção pela rede social. Na linha do tempo do Facebook, os usuários podem adicionar o evento: "Declarou-se como doador de órgãos".

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    O processo funciona assim: depois de constatada a morte encefálica do paciente, os órgãos e tecidos em condições de serem reaproveitados por outros pacientes podem ser retirados para transplante.

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    A morte encefálica se caracteriza como sendo a morte do cérebro. Nesse caso, embora ainda haja batimentos cardíacos, o paciente já é considerado morto. Enquanto ainda há circulação sanguínea, os órgãos podem ser aproveitados para doação e serão retirados após a autorização por escrito da família.

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    Então, a equipe médica vai verificar os seguintes requisitos para proceder com o transplante: identificação e registro hospitalar do paciente, negativa de situação de hipotermia, exames neurológicos para avaliação do estado do tronco cerebral e exame complementar que demonstre morte encefálica.

    Doação de órgãos em vida

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    Em vida, o paciente pode doar órgãos desde que haja compatibilidade sanguínea. Os órgãos possíveis de serem doados em vida são aqueles duplos, como rim ou pulmão, ou partes do fígado ou tecidos como a medula óssea.

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    Para esse tipo de doação, é preciso comprovar que o órgão ou tecidos doados não comprometerão a saúde do doador. Um médico deve avaliar as condições do paciente e a compatibilidade sanguínea para proceder com a operação.

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    Para doar um órgão ou tecido em vida, o doador deve procurar as centrais de transplantes das secretarias estaduais de saúde mais próximas de sua casa e efetuar o cadastro de doação.

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    É importante ressaltar que o sistema de doação em vigor é chamado de doação consentida. Alguns anos atrás, ficou estabelecido que os brasileiros interessados em doar os órgãos deveriam optar por meio de um aviso na carteira de identidade ou de motorista. No ano 2000, essa exigência foi completamente abolida. Hoje, o que define um doador é basicamente o desejo da família, que é quem autoriza a doação.

Dicas & Advertências

  • Uma preocupação recorrente da família em relação à doação de órgãos está no aspecto final do corpo do doador. A verdade é que os hospitais autorizados a retirar os órgãos são obrigados a manter a aparência que o cadáver tinha antes da retirada. Dessa forma, a diferença externa não é sequer percebida.

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