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O que fazer para prevenir intoxicação alimentar

A intoxicação alimentar ou gastroenterocolite é um problema agudo de saúde ocasionado pela ingestão de água imprópria para consumo ou de alimentos contaminados. Os causadores mais comuns de intoxicação são comidas e bebidas contaminadas por bactérias (Salmonella, E.coli, Staphilococus, Clostridium e Shigella) ou vírus (Rotavírus). Métodos incorretos de manipular, preparar, conservar ou armazenar alimentos ocasionam a contaminação, podendo causar infecções gastrointestinais em pessoas suscetíveis. A doença é grave e pode até matar, especialmente no caso de idosos e crianças. Saiba como prevenir a intoxicação alimentar e conheça seus sintomas.

A intoxicação alimentar pode ser perigosa, principalmente em crianças e idosos (michealofiachra/iStock/Getty Images)

Como saber se estou com intoxicação alimentar?

Os efeitos da intoxicação alimentar são basicamente os mesmos independentemente do tipo de microorganismo contaminador: enjoo, vômito, diarreia, cólica abdominal e febre. Em casos graves, os sintomas também podem vir acompanhados de perda rápida de peso, queda de pressão arterial e desidratação, além de alterações neurológicas (como dificuldade para falar e engolir ou visão dupla e confusão mental) no caso de contaminação pela bactéria Clostridium, causadora do botulismo. Em todos os casos, um clínico deve ser consultado imediatamente após os sintomas surgirem. Dessa forma, é possível reverter a desidratação e combater os vírus ou bactérias com a medicação adequada.

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Prevenção e diagnóstico

É muito difícil identificar um alimento contaminado. Em geral, ele possui as mesmas características de sabor, cheiro e aparência de qualquer comida. Portanto, é muito importante certificar-se de que o local onde você esteja comendo esteja limpo e que os alimentos sejam manipulados e armazenados de forma apropriada. Além disso, a higiene pessoal e em casa também ajudam a prevenir intoxicações. Para diagnosticar a doença é necessário fazer exames clínicos e laboratoriais, em especial de fezes, para reconhecer qual parasita causou a infecção. Também é importante saber se pessoas próximas também se contaminaram. Assim, é possível investigar qual alimento causou a doença.

Cuidados em casa

Engana-se quem pensa que é só na rua que mora o perigo. É preciso ter cuidado também em casa. Fique atento na hora de comprar, armazenar, manipular e preparar os alimentos. Lembre-se de lavar muito bem as mãos antes de preparar a comida e depois de ir ao banheiro. Esta dica, apesar de simples, evita a contaminação por coliformes fecais. Além disso, lave e higienize muito bem os alimentos crus, de preferência imergindo-os em uma solução com uma colher de água sanitária por cada litro de água. Não se esqueça também de higienizar os utensílios, em especial depois de manipular carnes e ovos crus. Também cozinhe bem as carnes (em especial o frango) e os ovos, para se certificar de que todos os parasitas foram devidamente eliminados. Em casa, medidas de higiene e o cozimento eficaz garantem a segurança de sua família.

Cuidados fora de casa

A atenção à higiene deve ser redobrada na hora de fazer refeições na rua. Um dos maiores problemas de restaurantes (em especial os bufês) é o armazenamento dos alimentos prontos. Caso tenham sido preparados com muita antecedência e armazenados em um local sem a temperatura adequada, a chance de proliferação de parasitas aumenta sensivelmente. Evite comidas em conserva, carne malpassada ou crua e alimentos com molhos caseiros e maionese, que tendem a estragar com muito mais rapidez. Observe também como os funcionários preparam as refeições e limpam o estabelecimento. Ao fazer compras no supermercado, fique sempre de olho na data de validade e na integridade das embalagens: não compre se elas estiverem rasgadas, furadas ou estufadas (em especial no caso de latas e vidros de conserva).

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Referências

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