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Os principais blocos de rua do Carnaval de São Paulo

Pule o Carnaval sem sair de São Paulo
Flickr juliana_simoes | Attribution-NoDerivs 2.0 Generic (CC BY-ND 2.0)

Introdução

Com o fim da restrição ao blocos de Carnaval na cidade de São Paulo, seu número cresceu vertiginosamente: de cerca de 30, em 2011, hoje contam-se quase 200 agremiações espalhadas pelas mais diversas regiões da capital paulista. As opções são variadas e incluem, além do tradicional samba, estilos musicais distintos, tudo como forma de abrigar todas as "tribos urbanas" da cidade. Semanas antes do Carnaval, já é possível festejar em vários bairros. Conheça os blocos da capital e caia na folia!

Agora a brincadeira é regulamentada: o prefeito Fernando Haddad estipulou regras para os foliões
Reprodução Flickr|Flabbergast ED|Atribuição-SemDerivações-SemDerivados 2.0 Genérica (CC BY-NC-ND 2.0)

Carnaval seguro, na letra da lei

A regulamentação do Carnaval paulistano é recente: a publicação da lei, na íntegra, aconteceu no dia 6 de fevereiro de 2014. Muito mudou desde as administrações anteriores, que faziam o possível para diminuir o número de blocos pela cidade. A partir desse ano, algumas regras básicas deverão ser cumpridas: a festa é uma manifestação cultural voluntária e, por isso, é proibido separar setores do público por meio de cordas ou abadás. São 11 secretarias trabalhando simultaneamente para oferecer segurança e limpeza aos foliões, com apoio da SPTuris, que coordena o turismo na capital.

O centro da cidade é um ponto conhecido de blocos de carnaval
Reprodução Flickr|Zé Carlos Barretta|Atribuição 2.0 Genérica (CC BY 2.0)

No circuito central

O programa Pholia na Luz já começou a trazer blocos de Carnaval para a região central da cidade cerca de duas semanas antes do começo da festa. Para o feriadão prolongado, a pedida é conhecer as diversas atrações programadas na região central. Uma das principais é o chamado Carnaval Boliviano, que acontece nas imediações do Parque da Luz, próximo a onde costuma acontecer a tradicional Feira Kantuta, mercado ao ar livre conhecido pela variedade de temperos e farinhas andinas e pelas famosas "salteñas", típico salgado andino. Ali, as culturas brasileira e boliviana se encontram com muita alegria.

O bloco Sargento Pimenta combina Beatles e percussão brasileira
Reprodução Flickr|Julien Bosson|Atribuição-SemDerivações-SemDerivados 2.0 Genérica (CC BY-NC-ND 2.0)

Carnaval na zona oeste

A zona oeste, que engloba bairros como a Vila Madalena e Pinheiros, oferece uma miríade de opções para quem quer brincar o Carnaval sem precisar ir muito longe. A região é atendida pela linha amarela do metrô, além de dezenas de linhas de ônibus que ligam a região às outras partes da cidade. Um bloco famoso na região é o Sargento Pimenta, "importado" do Rio de Janeiro, que combina músicas dos Beatles com ritmos tipicamente brasileiros e a tradicional percussão. A festa acontece no Cine Joia, na Praça Carlos Gomes, e na Avenida Paulo VI, continuação da Sumaré.

O Bixiga, bairro próximo ao centro, também hospeda diversos blocos
Reprodução Flickr|Olegário A. Filho|veredaestreita|Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 2.0 Genérica (CC BY-NC-SA 2.0)

Festa no Bixiga

A região da Bela Vista e do Bixiga, próximo às avenidas Brigadeiro Luis Antonio e Treze de Maio, também recebem tradicionais blocos, como a Banda Redonda, no Teatro de Arena. O Bloco Umes Caras Pintadas é uma boa pedida para quem se identifica com o movimento estudantil. Entre os festejos tradicionais do Bixiga, um bairro com forte colonização italiana, está o bloco Banda do Candinho, que há anos se reúne na esquina da rua Santo Antonio com a Treze de Maio.

Há blocos para todos os gostos musicais e para crianças
Reprodução Flickr|Anna Carolina Vieira Santos|Atribuição-NãoComercial 2.0 Genérica (CC BY-NC 2.0)

Carnaval longe do Anhembi

Quem gosta de música típica africana, combinada a ritmos brasileiros, vai gostar do bloco Ilu Obá de Min, que conta com uma banda composta só por mulheres. A concentração acontece no viaduto Major Quedinho, região central da cidade. No cruzamento da rua Augusta com a Luiz Coelho, logo depois da Paulista, se juntam metroviários e bancários em um bloco despojado, com muito samba e festa. Já o recém-criado Bloco Bastardo é composto por frequentadores do tradicional Vai Quem Qué, mas ainda não tem local de saída definido.

Alguns dos mais tradicionais blocos estão na boêmia Vila Madalena
Reprodução Flickr|Olegário A. Filho|veredaestreita|Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 2.0 Genérica (CC BY-NC-SA 2.0)

Circuito Pinheiros – Vila

Na região da rua Cardeal Arcoverde, no coração de Pinheiros, há diversas opções. O bloco Jegue Elétrico, que combina marchinhas e ritmos tradicionais do Carnaval brasileiro, se amontoa na esquina das ruas Cardeal Arcoverde e João Moura nos três dias do feriado. Já o João Capota na Alves sempre desfila no sábado, saindo do viaduto do Metrô Sumaré, no início da rua Oscar Freire. Logo ao lado, na Vila Beatriz, carnavalescos vestidos de noivos e noivas entoam conhecidas marchinhas pelas ruas, a partir do meio-dia.

Acadêmicos do Baixo Augusta: 15 mil frequentadores em 2013
Reprodução Flickr|Liliane Callegari||Atribuição-SemDerivações-SemDerivados 2.0 Genérica (CC BY-NC-ND 2.0)

Augusta e Praça Roosevelt

Alguns dos blocos mais conhecidos da cidade passam pelo eixo Rua Augusta- Praça Roosevelt. Um deles é o Acadêmicos do Baixo Augusta, que foi alvo de polêmica em 2012 por conta de sua proibição pelo então prefeito Gilberto Kassab. Fundado pelo empresário da noite Ale Youssef, o bloco tem como madrinhas as atrizes globais Leandra Leal e Alessandra Negrini, habitués das festas alternativas da noite paulistana. O bloco se concentra na esquina das ruas Augusta e Marquês de Paranaguá.

Fora do centro expandido também é possível encontrar muita folia!
Reprodução Flickr|Susan Ritschel|veredaestreita|Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 2.0 Genérica (CC BY-NC-SA 2.0)

Circuito para fora do centro da cidade

Quem não quer sair do seu próprio bairro para curtir o Carnaval também tem diversas opções, em todas as zonas da capital. Na zona norte, não deixe de conhecer o bloco Urubó, na Freguesia do Ó. A zona leste não deixa a desejar e traz blocos como o Unidos do Jardim Penha e o Cordão Sucatas Ambulantes, em Itaquera. Na zona sul, os melhores blocos estão no Brooklin, Chácara Santo Antônio e Cambuci, com o tradicionalíssimo Bloco da Ressaca, e o Jabaquara, que hospeda o Bloco do Zé Pereira.

Os blocos pós-Carnaval continuam com a folia mesmo depois do feriado
Reprodução Circuito Fora do Eixo|Atribuição-CompartilhaIgual 2.0 Genérica (CC BY-SA 2.0)

Folia depois do Carnaval

Mesmo depois da Quarta-Feira de Cinzas ainda é possível festejar o Carnaval pela cidade. Em 2014, foram organizados 14 blocos pós-Carnaval, espalhados por todo o centro expandido da capital. No bairro da Liberdade, a pedida é o bloco Com Saia Rodada, que circula as ruas Galvão Bueno, Fagundes e Taguá. No Bixiga, a festa fica por conta do Cordão do Jamelão, que passa pela avenida Brigadeiro Luís Antônio e dá uma volta completa no bairro pelas ruas Martiniano de Carvalho, Pedroso e Rui Barbosa. A Vila Madalena também conta com festejos nas ruas Harmonia e Original.

Certifique-se de que você está descansado e bem hidratado para aproveitar a festa
Reprodução Flickr|Susan Ritschel|veredaestreita|Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 2.0 Genérica (CC BY-NC-SA 2.0)

Aproveite o Carnaval com segurança

Algumas recomendações são importantes para os foliões brincarem sem problemas. Use roupas confortáveis, como camisetas de algodão e bermudas, acompanhadas por tênis ou outros sapatos fechados. Não se esqueça de se manter sempre hidratado, especialmente se vai ingerir álcool. Leve consigo uma garrafinha de água e faça paradas de vez em quando para repor as energias. Vale escolher um bar e parar para comer e beber alguma coisa. Quem quer economizar também pode levar isopores e coolers com cerveja e outras bebidas para dividir com os amigos.