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Os principais blocos de rua do Carnaval do Rio de Janeiro

Blocos de rua do Rio de Janeiro reúnem milhares de foliões todos os anos
Flickr RIOTUR | ASCOM

Introdução

O Carnaval do Rio de Janeiro é famoso mundialmente pelos desfiles das escolas de samba na Marquês de Sapucaí. Mas, nos últimos anos, a chegada de um número expressivo de novos blocos fez ressurgir com força total o Carnaval de rua pela cidade. São centenas de cortejos autorizados pela prefeitura a sair pelas ruas todos os anos e muitos outros ainda pleiteiam pela autorização. No entanto, alguns blocos já se tornaram tão tradicionais que são sempre lembrados pelos foliões. Conheça neste artigo os principais blocos de rua do Carnaval do Rio de Janeiro e caia na folia!

No repertório do bloco, estão marchinhas de Carnaval como “Quem não chora, não mama”
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Cordão da Bola Preta

Considerado o maior bloco do Rio de Janeiro, o "Cordão da Bola Preta" leva uma multidão de foliões às ruas do centro da cidade todos os anos e tenta junto ao Guinness Book o título de maior bloco de rua do mundo. O tradicional cortejo existe desde 1918 e a sua apresentação nos sábados de Carnaval é ansiosamente aguardada pelos foliões. Muitos deles se vestem de roupa branca com bolas pretas, embora não haja fantasia obrigatória. Em seu repertório, estão várias marchinhas de Carnaval, como “Quem não chora, não mama” que é o seu hino desde 1961. A atriz Leandra Leal é a porta-bandeira e a cantora Maria Rita a madrinha. O bloco do Cordão da Bola Preta sai duas vezes no sábado de Carnaval.

A Banda de Ipanema foi criada como uma forma de fazer críticas políticas
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Banda de Ipanema

Criada em 1959 pelos escritores e artistas Jaguar, Ziraldo, Ferdy Carneiro e Albino Pinheiro como uma forma de fazer críticas políticas, a "Banda de Ipanema" continua levando uma multidão pelas ruas de Ipanema. Do Bar Jangadeiros, saiu a primeira concentração do bloco que tinha como tesoureiro o garçom Vavá. Entre os famosos que participaram da Banda de Ipanema, estiveram Chico Buarque, Leila Diniz, Maria Vasco, entre muitos outros. O trajeto do cortejo inclui a rua Gomes Carneiro, a avenida Vieira Souto, a rua Joana Angélica, a rua Visconde de Pirajá até a Praça General Osório na cidade do Rio de Janeiro. A Banda de Ipanema no sábado e na terça-feira de Carnaval.

Apelidado carinhosamente de Simpatia, o bloco "Simpatia é quase Amor" atrai 20 mil foliões por desfile
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Simpatia é quase amor

É com um grito de guerra irreverente – “Alô burguesia de Ipanema, olha o Simpatia aí gente!” – que se anuncia desde o Carnaval de 1985 a saída do bloco “Simpatia é quase Amor “ pelas ruas do bairro de Ipanema. Apelidado carinhosamente de Simpatia, ele arrasta pela praia 20 mil foliões por desfile. O cortejo tem como padrinhos o criador da Banda de Ipanema, Albino Pinheiro, e a Dona Zica da Mangueira. O nome do bloco foi retirado de um personagem fanfarrão, conquistador e simpático do livro de Aldir Blanc, “Rua dos Artistas e Arredores” que se chamava Esmeraldo Simpatia é Quase Amor. O bloco sai no domingo de Carnaval.

O nome do bloco teria surgido porque um dos seus integrantes teria visto uma freira pular o muro do convento para brincar o Carnaval
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Carmelitas

O Bloco das Carmelitas foi criado no bairro de Santa Teresa, no Rio de Janeiro, em 1990 por um grupo de peladeiros que jogava futebol onde é hoje o Parque das Ruínas. Definidos por Chacal em seu programa na extinta TVE como “Vagabundos e altaneiros”, eles nem esperaram chegar o próximo Carnaval para botar o bloco na rua e saíram em agosto desse mesmo ano. O nome do bloco teria surgido porque um dos seus integrantes teria visto uma freira pular o muro do convento para brincar o Carnaval. O Bloco das Carmelitas sai na sexta-feira, véspera do Carnaval, e na terça-feira.

O bloco surgiu depois de um árduo dia correndo atrás da notícia por jornalistas que acompanhavam uma Caminhada pela Paz
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Imprensa que eu gamo

Com um nome sugestivo e divertidamente ambíguo com a irreverência que deve ter um bloco de Carnaval, o “Imprensa que eu Gamo” foi criado por um grupo de jornalistas em 1995. O bloco surgiu depois de um árduo dia correndo atrás da notícia por jornalistas que acompanhavam uma Caminhada pela Paz e que marcaram um chope no Mercadinho São José das Artes, no bairro de Laranjeiras. Foi na mesa de bar que surgiu a ideia de criar um bloco carnavalesco que mostrasse um pouco do humor dessa profissão. O “Imprensa que eu Gamo” leva cerca de 15 mil foliões todos os anos pelo bairro de Laranjeiras. O bloco sai no sábado, dois finais de semana antes do Carnaval.

O nome do bloco “Vem Ni Mim que sou Facinha” surgiu de uma frase falada entre amigos
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Vem Ni Mim Que Sou Facinha

O bloco “Vem Ni Mim que sou Facinha” surgiu em uma animada roda de samba no ano de 2000, como o nome oriundo de uma frase falada entre amigos. Todo ano, um novo desenho da “Facinha” é criado pelo americano Johnathan Powkum e estampado nas camisetas do bloco de Carnaval. Já o percussionista e compositor Ary Dias cuida da parte musical. O bloco que começou bem pequeno no número dez da rua Prudente de Moraes, no bairro de Ipanema, reúne centenas de foliões na Praça General Osório na sexta-feira antes do Carnaval. O bloco sai na sexta-feira, véspera do Carnaval.

Criado pelos integrantes do grupo Pedro Luís e a Parede, o Monobloco tem um repertório eclético
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Monobloco

O Monobloco foi criado pelos integrantes do grupo Pedro Luís e a Parede no ano de 2000. O repertório do bloco é eclético e vai desde as tradicionais marchinhas de Carnaval, passando pelo samba, forró, funk até músicas dos Paralamas do Sucesso e Tim Maia. A bateria do Monobloco também faz a irreverente mistura dos tradicionais instrumentos de escolas de samba, como cavaco, tamborim e surdo com um baixo e uma guitarra. O bloco faz apresentações durante o ano todo em todas as cidades brasileiras. O Monobloco conta com 150 integrantes e reúne milhares de pessoas nas suas apresentações. O Monobloco sai no domingo do final de semana seguinte depois do Carnaval.

O bloco "Suvaco do Cristo" foi criado por um grupo de amigos que pretendia juntar gente amiga e se divertir pelo Rio
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Suvaco de Cristo

O bloco "Suvaco do Cristo" foi criado, em 1985, por um grupo de amigos que pretendia juntar gente amiga e se divertir pela cidade do Rio de Janeiro. O nome veio da localização do bairro no qual surgiu o bloco, o Jardim Botânico, que fica praticamente embaixo da estátua do Cristo Redentor, daí veio "suvaco" de Cristo. A bateria teve o grande reforço do mestre Filipão que veio do Morro Santa Marta. No cortejo, foram já tocados sambas antológicos assinados por Lenine, Chacal e Gallotti, por exemplo. Entre os temas abordados pelo bloco, estão o cinema nacional, a Eco 92 e até os tapumes, entre outros. O bloco sai na quarta-feira às vésperas do Carnaval.

O bloco "Cacique de Ramos" pretendia reunir amantes do Carnaval e novos talentos do samba
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Cacique de Ramos

Criado em 20 de janeiro de 1961, no Dia de São Sebastião, padroeiro do Rio, o bloco "Cacique de Ramos" pretendia reunir amantes do Carnaval e novos talentos do samba. O bloco saiu pela primeira vez na rua Uranos, no bairro de Olaria. Tem Beth Carvalho como madrinha dos sambistas e foi berço de uma verdadeira família de grandes sambistas, como Almir Guineto, Jorge Aragão, Arlindo Cruz e Monarco. O cortejo impulsionou a carreira do grupo Fundo de Quintal e revelou grandes talentos, como Zeca Pagodinho, Dudu Nobre e Neguinho da Beija-Flor. O bloco sai no domingo, na segunda-feira e na terça-feira de Carnaval na avenida Rio Branco.

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Escravos da Mauá

Criado no Carnaval de 1993 por amigos que trabalhavam no Instituto Nacional de Tecnologia (INT), o bloco "Escravos da Mauá" traz sambas que cantam a história do bairro da Saúde. O nome “Escravos da Mauá” surgiu por causa dos mercados de escravos nos séculos 18 e 19 localizados na rua Camerino. O bloco percorre as ruas do bairro atraindo não só os moradores da região, mas também da zona sul do Rio e artistas ligados a música popular. O bloco "Escravos da Mauá" sai no Largo da Prainha no domingo do final de semana anterior ao do Carnaval.