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As principais deficiências do sistema educacional brasileiro e como superá-las

A educação no Brasil está melhorando com o passar dos anos. No entanto, ainda amarguramos a ingrata 53ª posição no ranking de 64 países pelo mundo. Os dados são do último relatório Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), divulgado em 2013. A entidade, que analisou números entre 2000 e 2009, constatou que o Brasil progrediu. Mas, tendo em vista nosso destaque econômico como a 7ª maior economia do mundo, a educação é uma de nossas fraquezas históricas. Mas quais são as principais deficiências do sistema educacional brasileiro e como superá-las?

A educação no Brasil melhorou, mas ainda apresenta graves problemas (Digital Vision./Digital Vision/Getty Images)

Baixo rendimento em educação básica

O Brasil investe bastante em educação. Anualmente, investimos cerca de 6% de nosso PIB, um percentual mais alto daquilo que é investido em países como Canadá, Japão e Reino Unido. Aliás, quando se fala em investimento na educação, ocupamos o 15º lugar dos 42 países membros da OCDE. Ainda assim, somos um dos piores do mundo no desempenho de disciplinas básicas, como ciências e matemática. Segundo o Fórum Econômico Mundial, entre as 144 nações avaliadas, estamos na 132ª posição. Ao que tudo indica, os recursos não são aplicados com ênfase na educação básica.

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Somos um dos piores do mundo no desempenho de disciplinas básicas (Digital Vision./Photodisc/Getty Images)

Péssimo tratamento aos professores

Uma das maiores fraquezas de nossa educação é a forma como governo e sociedade tratam os professores no Brasil. Um professor brasileiro atualmente, trabalhando 40 horas semanais, ganha menos do que a metade do salário de profissionais em países membros da OCDE. Os péssimos salários da carreira de professor no Brasil fazem com que muitos bons profissionais de ensino migrem para outras áreas de atuação. Em janeiro de 2014, o Ministério da Educação (MEC) confirmou o piso salarial dos professores em R$ 1.697,37. Esse é o montante mínimo que atualmente deve ser pago aos profissionais com 40 horas semanais de trabalho.

Uma das maiores fraquezas da nossa educação é a forma como governo e sociedade tratam os professores no Brasil (Hemera Technologies/AbleStock.com/Getty Images)

Analfabetismo

Uma grande deficiência da educação no Brasil é o alto índice de analfabetismo. Esse é um problema que nos assombra há décadas. Um relatório divulgado em 2014 pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) coloca o Brasil em 8° lugar entre os países com maior número de analfabetos em idade adulta. São cerca de 13, 2 milhões de analfabetos com 15 anos ou mais, uma taxa de 8,7%. A erradicação do analfabetismo passa por medidas como identificar os adultos que não sabem ler nem escrever, investir na formação de profissionais capacitados, oferecer materiais didáticos e infraesturutra e combater os altos índices de evasão dos alunos.

Uma grande deficiência da educação no Brasil é o alto índice de analfabetismo (Stockbyte/Stockbyte/Getty Images)

Má qualidade da educação

De acordo com a Unesco, o principal problema da educação no País está mesmo relacionado com a má qualidade. Segundo a Unesco, há muitos alunos em sala de aula que não conseguem aprender graças à péssima qualidade educacional. Ainda há uma grande disparidade nos investimentos por regiões. Um aluno do ensino primário no Nordeste, por exemplo, recebe metade do investimento em um aluno da região Sudeste. Atualmente, de acordo com o MEC, menos de 10% dos professores estão fazendo cursos de formação custeados pelo governo. Segundo o 11° Relatório de Monitoramento Global de Educação para Todos, da Unesco, um terço dos países possui 75% dos educadores treinados.

Segundo a Unesco, há muitos alunos em sala de aula que não conseguem aprender graças à péssima qualidade educacional (Jetta Productions/Photodisc/Getty Images)
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Referências

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