Que produtos dominaram o comércio no Saara

Escrito por fred decker | Traduzido por julio vizo
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Que produtos dominaram o comércio no Saara
A domesticação de camelos tornou o comércio no deserto mais fácil (Hemera Technologies/Photos.com/Getty Images)

O Saara é um deserto enorme, cobrindo 10.000.000 km² e um quarto do continente africano. Ele se estende pela maior parte do norte da África, criando uma barreira física e cultural entre a bacia mediterrânica dominada por árabes e os povos negros do continente africano. O comércio regular em grande escala começou por volta do século V, quando os camelos foram domesticados para o transporte, e durou até a ascensão do comércio marítimo no século XV. A dificuldade da viagem assegurava que apenas os bens mais valiosos fossem negociados ao longo das rotas do Saara.

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Ouro

Ao longo da história, o ouro tem sido o item de maior valor mais comum a ser comercializado. Da joia fúnebre mais antiga até os eletrônicos mais modernos, a beleza e versatilidade do ouro mantiveram-no na vanguarda das substâncias preciosas. Durante os séculos do comércio no Saara, o ouro das minas africanas foi o principal motor do comércio. Os sucessivos impérios africanos de Gana, Mali e Songhai, negociavam o minério para os impérios islâmicos, onde se tornou a moeda local. As guerras constantes da época asseguravam uma demanda constante para financiar as campanhas militares e comprar alianças.

Sal

O sal era um dos itens comerciais mais significativos viajando para o sul em direção aos reinos africanos. Embora estes reinos fossem capazes de produzir seu próprio sal em quantidades limitadas, este era de qualidade inferior ao produto dos comerciantes árabes e berberes. Às vezes, a taxa de câmbio era de um para um: o sal literalmente valia o seu peso em ouro. Ele era valorizado não só para o uso na culinária, mas como um conservante e um ingrediente em processos de curtimento.

Escravos, marfim e temperos

O comércio de escravos não era tão importante como o quanto se tornaria durante a era colonial européia, mas fez parte da economia local. Curiosamente, os escravos eram negociados em ambas as direções, fazendo com que os governantes em cada área se isentassem destes assuntos polêmicos. Os árabes e berberes foram os principais comerciantes de especiarias da época, vendendo os seus produtos nos mercados de especiarias da Índia e da Indonésia para a Europa e África. Seu alto valor e baixo peso faziam desse produto uma escolha óbvia para a dura rota saariana. O marfim era um item valioso negociado no norte pelos africanos da África central.

Culturas

Embora não constem nos manifestos de expedição, o tráfego de ideias e de cultura foi um resultado importante do comércio. O exemplo mais óbvio é o Islã, que dominou a parte norte do continente durante esta época de comércio. Ele fez grandes avanços nos impérios africanos, graças às caravanas de mercadores. Os comerciantes também trouxeram a língua árabe e a escrita para povos que não tinham língua escrita, estabelecendo o árabe como língua de comércio e das elites cultas. Os comerciantes também trocavam notícias dos acontecimentos atuais entre o norte e o sul.

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