Protocolo de coloração com hematoxilina

Escrito por palmer owyoung | Traduzido por angela spada
Protocolo de coloração com hematoxilina

A coloração com hematoxilina-eosina permite a visualização de células, corando o núcleo de modo muito eficiente

Comstock Images/Comstock/Getty Images

A coloração à base de hematoxilina e eosina é um procedimento razoavelmente padronizado e rotineiro, realizado em qualquer laboratório de biologia, seja clínica ou patológica. O termo "protocolo de coloração com hematoxilina" é incorreto, mas, ocasionalmente, é usado. A hematoxilina é um corante fraco quando empregado isoladamente e, portanto, é misturado a uma substância fixadora metálica (p. ex., alume). A coloração com hematoxilina-eosina (H & E) permite a visualização de células, corando o núcleo de modo muito eficiente. Também é capaz de corar outras estruturas celulares, como mielina, figuras mitóticas e estriações musculares. Os protocolos de coloração com hematoxilina-eosina envolvem uma série de lavagens e incubações em hematoxilina, álcoois ácidos, agentes de coloração azul e depois eosina.

Outras pessoas estão lendo

Hematoxilina

Esse composto é um corante natural proveniente da árvore pau-campeche. Quando oxidada, forma a hemateína, agente ativo da coloração. Nos protocolos de coloração com hematoxilina, a amostra tecidual pode ser corada em uma série de combinações de minutos ou segundos, dependendo da natureza e espessura do tecido, e pode ser progressiva ou regressiva. As biópsias renais, por exemplo, podem ser coradas por 10 minutos, enquanto outros tecidos rotineiros requerem um tempo menor. Após corar com hematoxilina, a diferenciação (distinção entre o objeto e a coloração) é efetuada por lavagem em álcool ácido.

Tipos de métodos de coloração à base de hematoxilina

O corante hematoxilina é progressivo ou regressivo. Nos protocolos de coloração progressiva, o tecido de interesse é incubado em corante por um breve período até que seja facilmente observado ao microscópio. Isso evita a excessiva coloração do tecido. Caso um excesso ocorra, o tecido poderá ser descorado por lavagem em uma mistura de álcool ácido diluída até uma redução apropriada. Esse é o princípio por trás dos corantes regressivos.

Corante azul

Essa não é uma etapa essencial; todavia, melhora a clareza dos núcleos corados com hematoxilina, que vão desde a púrpura menos distinta até um azul bastante nítido, que contrasta muito bem com um contracorante. O substituto da água de torneira de Scott é um reagente amplamente disponível em laboratório, usado para corar rapidamente em azul.

Problemas de inconsistência com a hematoxilina

Por ser de natureza oxidativa, a eficácia do corante hematoxilina depende da quantidade de reutilizações e do tempo de conservação, pois estes fatores o tornam progressivamente mais oxidado. Também é inevitável que algum volume de água seja transferido em uma preparação com o corante, portanto, sua diluição o torna menos eficaz. É sempre melhor utilizar uma porção preparada fresca ou que tenha sido conservada em armazenamento à prova de ar (p. ex., com cobertura de óleo).

Corante eosina

Em quase todos os laboratórios, a coloração com hematoxilina é associada a um contracorante vermelho, conhecido como eosina Y. Embora muitos outros contracorantes vermelhos estejam disponíveis, nenhum evidencia tão bem o final da reação de coloração quanto a eosina Y. Ela é dissolvida em etanol e então adicionada a uma lâmina de microscópio corada com hematoxilina, o que resulta na coloração de outros tecidos além do núcleo.

Não deixe de ver

Filtro:
  • Geral
  • Artigos
  • Slides
  • Vídeos
Mostrar:
  • Mais relevantes
  • Mais lidos
  • Mais recentes

Nenhum artigo disponível

Nenhum slide disponível

Nenhum vídeo disponível

Direitos autorais © 1999-2014 Demand Media, Inc.

O uso deste site constitui plena aceitação dos Termos de Uso e Política de privacidade de eHow. Ad Choices pt-BR

Demand Media