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Em quais casos é recomendável realizar uma redução de estômago

Para a grande maioria das pessoas, perder peso é uma tarefa muito difícil. Dietas e reeducação alimentar, acompanhadas de um plano regular de exercícios físicos, costumam ser as principais receitas para quem deseja emagrecer. Mas a briga com a balança pode ser uma batalha inglória sobretudo para quem vê o peso subir há muito tempo. Um tratamento que se torna cada vez mais popular entre os brasileiros obesos é a cirurgia de redução de estômago, também conhecida como cirurgia bariátrica. Muitas pessoas, incluindo famosos como o apresentador André Marques, conseguem bons resultados com o tratamento.

A obesidade é um problema que afeta 29 milhões de brasileiros (Stockbyte/Stockbyte/Getty Images)

Obesidade e obesidade mórbida

Para que um médico considere a cirurgia bariátrica como tratamento para a obesidade, o paciente precisa ter esgotado todas as outras formas tentativas de emagrecer. A cirurgia é uma intervenção séria que, apesar de possuir normas seguras estabelecidas pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), deve ser pensada como alternativa apenas em último caso. Antes disso, o paciente deve procurar outras possibilidades de tratamento clínico, fazer reeducação alimentar, dieta nutricional e praticar exercícios físicos regulares. Se, depois de tudo isso, não obter resultados satisfatórios, aí é hora de procurar um médico especializado em cirurgia geral ou cirurgia do aparelho digestivo -- de preferência membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), que realizará uma análise clínica para ver se é necessária ou não a cirurgia.

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Pessoas com obesidade mórbida são candidatas ao tratamento (Digital Vision./Digital Vision/Getty Images)

Tipos de cirurgias

Existem quatro técnicas de cirurgia bariátrica aprovadas no Brasil. A redução gástrica com desvio intestinal (chamada de bypass gástrico) é a técnica mais realizada e consiste em uma espécie de costura de 85% da capacidade do estômago. Depois, é realizado um desvio intestinal que pode chegar a dois metros. Na gastrectomia vertical (sleeve), o estômago é reduzido em dois terços de sua capacidade. A terceira possibilidade é a banda gástrica ajustável, um anel de silicone instalado ao redor do estômago. A quarta opção é a cirurgia duodenal, que retira 85% do estômago, manténdo a anatomia básica do órgão.

Existem quatro técnicas de cirurgia bariátrica aprovadas no País (Stockbyte/Stockbyte/Getty Images)

Candidatos à cirurgia

A cirurgia não é indicada para qualquer pessoa. Os candidatos à cirurgia bariátrica costumam ser pacientes com obesidade ou obesidade mórbida, pessoas com índice de massa corporal (IMC) acima de 40 kg/m2 ou 35 kg/m2, quando for acompanhado de outras doenças. Quanto maior o IMC, maiores são as chances de surgirem problemas de saúde, como diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares. Pessoas que necessitem perder de 30% a 50% do peso total também são candidatas à cirurgia, já que, nesse caso, é o método que provavelmente apresentará melhores resultados.

Pessoas com IMC acima de 40 kg/m2 podem fazer a cirurgia (Digital Vision./Digital Vision/Getty Images)

Balão intragástrico

Outro fator a ser considerado é a idade do paciente. Pelo SUS (Sistema Único de Saúde), pacientes a partir dos 16 anos podem se candidatar à cirurgia. Especialistas, no entanto, garantem a necessidade de tentar todos os métodos de emagrecimentos possíveis antes da intervenção cirúrgica. Outro recurso menos invasivo do que a cirurgia é o balão intragástrico, que reduz a capacidade do estômago sem cirurgia. O procedimento é feito por meio de endoscopia e não requer nenhum tipo de internação. Ao contrário da maior parte das cirurgias de estômago, o balão intragástrico é um tratamento reversível, já que só permanece no estômago do paciente por seis meses no máximo.

Com o balão intragástrico, o paciente pode reduzir cerca de 20% do seu peso total (George Doyle/Stockbyte/Getty Images)
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Referências

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