Quais são as causas dos espasmos esofágicos após a cirurgia de redução de estômago?

Escrito por kelly christensen | Traduzido por bruna latronico
Quais são as causas dos espasmos esofágicos após a cirurgia de redução de estômago?

Dores abdominais, náuseas e sudorese são sintomas nos pacientes com espasmos

Tom Le Goff/Digital Vision/Getty Images

A cirurgia de banda gástrica ajustável é um tipo de tratamento cirúrgico para a obesidade. Um anel ajustável engloba a abertura do estômago exatamente acima do diafragma, reduzindo a quantidade de alimento que a pessoa precisa comer antes de se sentir cheia. Depois da cirurgia, alguns pacientes começam a sofrer espasmos esofágicos, que são contrações musculares involuntárias do esôfago, causando dor intensa e interrupção do trânsito da comida até o estômago. A causa é desconhecida, mas sabe-se que alguns fatores desencadeantes existem e que os pacientes devem evitá-los.

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Definição

Os espasmos esofágicos podem variar desde uma simples sensação de incômodo em aperto, até dores intensas irradiando para o tórax e região das costas. São divididos em duas categorias: o espasmo difuso do esôfago é caracterizada por contrações irregulares do canal, podendo obstruir a chegada de comida ao estômago; e o espasmo do esôfago em "quebra-nozes" é uma condição muito dolorida, com as vigorosas contrações do movimento de peristaltismo, naturais da deglutição, extremamente exageradas. Os espasmos graves o suficiente de impedir a pessoa de se alimentar ou beber podem ser uma situação perigosa, levando à desnutrição e desidratação.

Causas

O motivo exato da origem dos espasmos ainda é desconhecido, mas parecem estar ligados à uma ruptura dos nervos que controlam a deglutição. Por que alguns procedimentos de colocação do anel (banda gástrica) podem desenvolver os espasmos e outros não, ainda é um mistério, mas existem alguns fatores identificáveis que podem colaborar.

Fatores de risco

A irritação do estômago e esôfago parece ser o gatilho dos espasmos. Essa irritação pode ser por choque físico, como ingestão de alimentos muito quentes ou frios, ou da pressão exercida no esôfago ou diafragma. Comer quantidades levemente maiores do que o tolerado pelo novo estômago pode resultar em pressão no diafragma, facilitando o surgimento de espasmos. A comida que não é mastigada o suficiente pode ser engolida em pedaços grandes demais, interrompendo a abertura da banda gástrica. Quando a comida fica presa, existe grande desconforto e regurgitação, que é quando os músculos funcionam empurrando a comida para cima do tubo digestório, similar ao vômito. Algumas frutas ou vegetais, como uvas, tomates, pêssegos ou maçãs também podem bloquear o canal da comida porque suas cascas não conseguem ser trituradas pelos dentes, também podendo causar regurgitação. Uma banda gástrica que é ajustada com uma abertura pequena demais, aumenta a frequência de obstruções no local, empurrando o alimento em choques físicos contra o diafragma, no mesmo mecanismo de se comer algo muito quente. A irritação química de alimentos muito ácidos ou a presença de refluxo também são fatores desencadeantes. Frutas cítricas e tomates podem ser ácidos o suficiente para irritar o estômago e esôfago. A ansiedade causa maior produção de ácido estomacal e a doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) -- quando o ácido clorídrico ou a bile regularmente é regurgitada para o esôfago. Estas condições aumentam os riscos da ocorrência de espasmos.

Tratamento

Os espasmos podem ser manejados com os mesmos esquemas de tratamento da DRGE, como uso de antiácidos e modificações de dieta. O óleo de hortelã e técnicas controladas de respiração são mecanismos úteis para aliviar as contrações musculares. Em casos mais graves, médicos podem indicar o uso de injeções de botox e paralisar os nervos que causam espasmos. A cirurgia só é utilizada em casos extremos.

Prevenção

Qualquer coisa que irrite o esôfago e estômago pode ser um desencadeante importante para a pessoa que sofre com espasmos esofágicos. A melhor maneira de lidar com pacientes com banda gástrica e evitar estes fatores, é através de acompanhamento com o médico cirurgião e a nutricionista. Crie protocolos de alimentação incluindo refeições feitas devagar, mastigação repetitiva e medindo pequenas porções de comida. Evite também ingerir alimentos muito quentes ou frios, além daqueles muito ácidos. Descasque as frutas e vegetais para minimizar as reações estomacais.

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