Quais são as causas do trabalho infantil no sudeste da Ásia?

Escrito por natasha gilani | Traduzido por lara scheffer
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Quais são as causas do trabalho infantil no sudeste da Ásia?
O trabalho infantil é um conflito em muitas partes do mundo (funambules indiens a la plage image by jharela from Fotolia.com)

O trabalho infantil é um conflito em muitos países do sudeste da Ásia, incluindo Vietnã, Tailândia, Filipinas, Papua Nova Guiné, Birmânia, Malásia, Laos, Indonésia e Camboja. As crianças trabalham em projetos de construção, olarias, na indústria da pesca e da agropecuária, em minas e em pedreiras. Muitas encontram um "emprego" no tráfico de drogas e na prostituição, outras transformam-se em mendigos de rua, catadores e batedores de carteiras. Milhões de crianças são exploradas física, emocional e psicologicamente por pais, parentes e outras pessoas "de negócios". Embora os esforços estejam começando a refrear e a eliminar o trabalho infantil, a indústria continua funcionando normalmente em muitas partes do sudeste do continente.

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Pobreza

A pobreza é a principal causa do trabalho infantil. Para suprir as despesas, muitas famílias emprestam seus filhos em troca de itens básicos para sua sobrevivência. Segundo Elena Arnal, no livro “Combating Child Labour: A Review of Policies” (Combatendo o trabalho infantil: Uma análise de políticas), o trabalho infantil também está inversamente relacionado ao produto interno bruto per capita de um país, sendo muito mais comum em nações com um valor baixo do que em países de maior produtividade.

Falta de oportunidades de educação

Outra grande causa do trabalho infantil é a falta de educação compulsória gratuita. As condições que contribuem para a baixa frequência escolar e falta de oportunidades de educação adequada incluem escolas inadequadas e pobres, falta de professores treinados, baixa frequência dos professores, pouca infraestrutura, recursos de sala de aula e de ensino inadequados, falta de padrão educacional e de monitoramento, baixo investimento educacional, entre outros. Segundo Elena Arnal, a educação parental possui um papel positivo na diminuição do trabalho infantil. Pais que possuem uma educação maior são menos propensos a mandar seus filhos ao trabalho do que os menos instruídos.

Leis inadequadas e violação de códigos

Muitos países do sudeste asiático não possuem códigos de conduta ou leis proibindo o trabalho infantil. Aqueles que têm essas leis possuem mecanismos de monitoramento e legislações ineficazes. As novas leis sobre o trabalho infantil introduzidas nessa região são tipicamente ignoradas por ativistas desiludidos e donos de empresas onde o grupo de funcionários é formado principalmente por essa forma flexível e barata de trabalho. As normas de combate ao trabalho infantil estabelecidas pela Organização Internacional do Trabalho são ignoradas e não são apoiadas adequadamente pelos governos e pelos setores responsáveis pela aplicação da lei. Apenas em Serra Leoa, por exemplo, 71,6% das crianças entre 5 e 14 anos estão empregadas em trabalhos, pagos ou não, segundo um relato publicado pela International Confederation of Free Trade Unions (Confederação Internacional de Sindicatos Livres). A nação não conseguiu aprovar a Convenção de Idade Mínima, sugerida em 1973 para garantir que a idade mínima para o trabalho fosse estabelecida em 15 anos.

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