Mais
×

Quais são as convicções básicas em uma economia de comando

Atualizado em 21 fevereiro, 2017

Uma economia de comando — também conhecida como economia planificada ou economia de comando e controle — é uma economia em que uma instituição central, geralmente o Estado, controla a maioria dos aspectos da vida econômica. Nesse tipo de economia, a distinção entre estruturas econômicas privadas e públicas desaparece, e o Estado age como o principal — ou, às vezes o único — diretor econômico para decisões que envolvem produção e distribuição.

O conceito de economia de comando muitas vezes é associado à União Soviética (Hemera Technologies/AbleStock.com/Getty Images)

Planejamento centralizado

A ideia central de uma economia de comando é o planejamento central. Em uma economia livre — como uma economia capitalista —, a tomada de decisão é descentralizada, pois os cidadãos e as empresas tomam decisões econômicas, enquanto o Estado define normas, leis e regulamentos. Em uma economia de comando, o próprio Estado, no âmbito central, toma as decisões econômicas que poderiam ser deixadas para os cidadãos e as empresas.

Controle de produção e distribuição

O planejamento central é dirigido a uma série de preocupações econômicas, mas o controle da produção e da distribuição são as duas mais centrais. Em uma economia de comando, no lado da produção, o estabelecimento do planejamento central — geralmente algum tipo de agência ou ministério — decide o que vai ser produzido, quanto será produzido e quando será produzido. Do lado da distribuição, os planejadores decidem quem recebe o quê, quando e a quantidade.

Estabilidade

Os adeptos da economia de comando ressaltam que o planejamento leva à estabilidade. Enquanto as forças de mercado muitas vezes levam a resultados imprevisíveis e potencialmente prejudiciais, os defensores de uma economia planificada acreditam que o planejamento central pode levar à estabilidade econômica e que chegar a esta estabilidade é apenas uma questão de obter o plano certo. Eles acreditam que, a longo prazo, se pode chegar a uma estabilidade consistente e que as necessidades dos indivíduos podem ser antecipadas.

Igualdade

A maioria, mas não todos, os defensores da economia de comando também são socialistas radicais e, portanto, acreditam que todos os cidadãos devem alcançar resultados iguais. Enquanto os defensores de sistemas de livre mercado acreditam na igualdade de oportunidades — que todos devem ter as mesmas chances, mais ou menos, para alcançar a riqueza —, aqueles que acreditam em economias de comando defendem resultados iguais — que cada pessoa deve atingir (e não apenas ter o potencial de atingir), mais ou menos, o mesmo resultado (por exemplo, rendas e propriedades aproximadamente iguais).

Cite this Article A tool to create a citation to reference this article Cite this Article