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Quais são os diferentes tipos de recursos literários?

Atualizado em 21 novembro, 2016

Os recursos literários são importantes para quem utiliza ou estuda as palavras em um contexto criativo. A má utilização dos recursos literários pode fazer uma história ou outra obra literária parecer fraca, plana ou subdesenvolvida. A boa utilização dos recursos literários tem o efeito oposto, ajudando os escritores na criação de histórias dinâmicas, fortes e interessantes.

Aprenda sobre os recursos literários (lecture image by victor cossy from Fotolia.com)

Alusão

Uma alusão é uma referência a uma pessoa, evento, lugar ou frase conhecidos. O escritor assume que o leitor entenderá a alusão, que pode ser crucial para o enredo. As alusões feitas em um período determinado da história podem exigir notas de rodapé em um período posterior. Os escritores de gêneros — aqueles especializados na ficção, como o romance, o mistério ou a ficção científica — podem aludir a lugares e personagens que façam parte do seu gênero, enquanto os escritores para o público em geral tendem a empregar alusões que não requeiram conhecimento especializado por parte do leitor. Os exemplos incluem: "Ele é tão corajoso quanto Han Solo" e "Ela era linda como Helena de Troia".

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Ambiguidade

A ambiguidade dá vários significados para uma frase ou expressão, como a linha de Mercúrio, em "Romeu e Julieta" depois que ele foi ferido mortalmente. Ele diz: "Procure-me amanhã e provavelmente achará um homem sucumbido", que significa que ele poderia estar triste ou, mais provavelmente, no seu túmulo. Os escritores costumam empregar ambiguidades para ressaltar a complexidade de um problema ou para ajudar o personagem a confundir seus adversários. A ambiguidade pode ser útil nas histórias de mistério, em que um personagem pode falar uma frase que, aparentemente, tenha um significado, embora o orador esteja pensando em outro.

Prenúncio

Os escritores empregam o prenúncio para dizer aos leitores o que esperar. Isso pode vir na forma de eventos ou frases que façam alusão a ações que aparecerão mais tarde na trama. O prenúncio pode ser óbvio ou muito sutil, criando um suspense porque os leitores não têm certeza do que esperar. Por exemplo, um escritor pode se concentrar na descrição de uma arma na definição de uma sala, prenunciando o fato de que ela será utilizada mais tarde.

Imaginação

A imaginação é indiscutivelmente um dos dispositivos literários mais importantes. Os escritores utilizam a imaginação para descrever cenas, cenários e personagens, com o objetivo de ajudar os leitores a visualizar o que está acontecendo na história. A imaginação pode ser tão simples como a descrição de ambiente físico de um personagem ou aprofundar-se nas descrições mais complexas de emoções e pensamentos do personagem.

Metáfora

A metáfora é uma forma de linguagem figurada que compara duas coisas que não estão relacionadas com o objetivo de dar sentido às imaginação e a uma das coisas. As metáforas muitas vezes afirmam que uma coisa é outra, por exemplo "Sua pele era marfim e seu cabelo estava fluindo em seda". A mulher não é feita de marfim e seda, mas essas palavras descrevem a pele e o cabelo da mulher, promovendo a imagem.

Conflito

O conflito em uma história é uma luta entre dois personagens ou forças opostas. Os conflitos muitas vezes compõem a parte principal do enredo ou o tema de uma narrativa e podem envolver duas personagens que lutam, um personagem contra a sociedade, as forças naturais, o sobrenatural ou um conflito interno. Por exemplo, em "Romeu e Julieta", o conflito é entre os rivais Montecchios e Capuletos.

Clímax

O clímax é o momento decisivo de uma obra, muitas vezes, o ponto de maior ação, suspense, tensão ou intensidade emocional. O autor pode usar o clímax para descrever a batalha final de uma obra, revelar um mistério ou mostrar ou não se o personagem principal foi bem sucedido em seus empreendimentos. Por exemplo, no filme "Clue", o clímax se aproxima do final, quando os responsáveis ​​por todas as mortes são revelados.

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Referências

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