Quais fatores contribuíram para a queda da União Soviética?

Escrito por arthur joseph | Traduzido por rodrigo castilhos
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Quais fatores contribuíram para a queda da União Soviética?
Entenda os motivos que levaram à queda da União Soviética (Hemera Technologies/AbleStock.com/Getty Images)

A Guerra Fria foi gerada a partir de conflitos indiretos entre a União Soviética e os Estados Unidos que causaram grandes problemas para ambos os lados. Em 25 de dezembro de 1991, a bandeira tricolor russa substituiu o martelo e a foice da bandeira soviética. Isso marcou o colapso da União Soviética e pôs fim à Guerra Fria. Isso também marcou o início da transformação de uma Rússia comunista em uma democracia. Houve muitos fatores que contribuíram para a queda da URSS.

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Fatores militares

Antes de 1991, os custos de defesa compunham 30% das despesas da União Soviética. A guerra com o Afeganistão, entre 1979 e 1989, apresentou repetidas derrotas. Essas falhas enfraqueceram e afetaram a moral do exército. Elas desperdiçaram dinheiro e provaram que as forças armadas soviéticas não eram invencíveis. As derrotas no campo de batalha também encorajaram as repúblicas soviéticas não russas à revolta – elas começaram a exigir a independência sem temer uma reação do exército.

Apelos por autonomia

Em 1987, o governo estoniano apelou por autonomia, e essa iniciativa se espalhou para outras partes da União Soviética. No sul da URSS, os armênios residentes na República do Azerbaijão exigiram o direito de viver na República da Armênia. Ocorreram grandes manifestação na Armênia para apoiar a reivindicação. Esse apelo foi rejeitado, dando início a uma disputa territorial violenta. Movimentos semelhantes começaram a surgir na Moldávia, Geórgia, Belarus e Ucrânia. Visto que esses territórios retiraram seu apoio, o governo central da União Soviética enfraqueceu.

Fatores econômicos

Na década de 1980, a economia soviética estava muito enfraquecida. O governo não podia fornecer empregos suficientes às pessoas instruídas. Além disso, não conseguia atender a demanda por bens de consumo. Em 1961, Nikita Khrushchev estimou que o PIB da economia soviética ultrapassaria o Produto Interno Bruto dos Estados Unidos em 20 anos. Essa suposição estava equivocada – em 1981, o PIB da União Soviética era apenas um terço do PIB norte-americano, e a economia continuava a afundar. A produção agrícola, de carvão, aço e petróleo levou um golpe e acelerou o declínio econômico. As taxas de inflação chegaram a 100% quando a URSS se aproximou de seu colapso.

Tendências demográficas negativas

A população da União Soviética diminuiu 50% entre 1969 e 1980, devido às condições precárias de vida e assistência médica. A queda demográfica resultou em uma força de trabalho insuficiente, o que levou a altos custos trabalhistas e colocou ainda mais pressão no governo. A expectativa média de vida para os homens soviéticos caiu de 67 anos em 1960 para 62 anos em 1980. Para as mulheres, essa expectativa caiu de 76 para 73 anos.

O final

Em 1985, Mikhail Gorbachev introduziu Glasnost e Perestroika (significando liberdade de expressão e reconstrução, respectivamente). Gorbachev queria que as pessoas expressassem suas opiniões a respeito de como melhorar o sistema. Em vez disso, as pessoas começaram a soltar poderosas declarações contra. Em 19 de agosto de 1991, alguns comunistas que queriam salvar a União Soviética sequestraram Gorbachev. O país ficou horrorizado e cidades, como Moscou e Leningrado, estimulados por suas liberdades avançadas, abrigaram enormes protestos. Os sequestradores queriam usar a força militar para reprimir os protestos, mas os soldados se recusaram a atacar seus próprios compatriotas. Após quatro meses de protestos, Gorbachev renunciou e a União Soviética entrou em colapso.

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