Quais foram as causas do expansionismo na Primeira Guerra Mundial?

Escrito por johnny burger | Traduzido por giovana moretti
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Quais foram as causas do expansionismo na Primeira Guerra Mundial?
As tropas britânicas batalharam na Primeira Guerra Mundial (Photos.com/Photos.com/Getty Images)

O trauma global que ficou conhecido como Primeira Guerra Mundial, ou A Grande Guerra, é quase impossível de se compreender sem antes entender as tensões que a provocaram. Muitas dessas tensões foram enraizadas nas realidades do expansionismo que tomou lugar nos anos que precederam a eclosão da guerra. O Expansionismo, que é também conhecido como imperialismo ou colonialismo, é um termo que descreve o processo de um país expandir seus domínios em outros territórios. Isso é tipicamente acompanhado agressivamente por ações militares. O objetivo final do expansionismo, porém, é econômico, pois exercer poder econômico sobre outra nação soberana permite um controle político maior pela potência colonizadora. Muitos estudiosos têm atribuído a eclosão da Primeira Guerra Mundial aos esforços expansionistas das potências europeias na Ásia e na África.

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França e Reino Unido estabelecem um precedente

No final do século XIX, a França e o Reino Unido tinham se tornado reinados extremamente ricos. A maior parte de suas riquezas vinha dos esforços das colônias dos dois países na África e no sudeste da Ásia. Como resultado, seus países controlavam a maior parte do comércio mais rentável do mundo em territórios, pessoas, mercados e recursos. Testemunhando seu sucesso, as nações rivais — incluindo a Rússia, Alemanha, Itália e Áustria-Hungria — começaram a invejar os reinados. Os britânicos haviam desenvolvido uma política de exclusão estratégica que assegurava suas riquezas continuadas enquanto evitava que outras nações competitivas lucrassem. Isso alimentou uma frustração e ressentimento enormes entre as nações do continente europeu.

A corrida para a África

Uma das rivalidades mais amargas na liderança para a Primeira Guerra Mundial estava centrada na corrida para colonizar a África, provocando tensões maiores entre a Inglaterra e a Alemanha. Enquanto Otto von Bismarck não tinha nenhum interesse em obter colônias estrangeiras, ele o fez para dar apoio político à Alemanha. Isso enfureceu os britânicos, que achavam que a Alemanha estava ameaçando os interesses comerciais da Inglaterra na região. Por volta da eclosão da Primeira Guerra Mundial em 1914, a África já tinha sido completamente reivindicada, com exceção da Etiópia, pelos poderes europeus competitivos.

A ferrovia Berlim-Bagdá

Outro esforço da Alemanha para conter a crescente dominação global da Grã-Bretanha foi o planejamento da construção de uma rota ferroviária entre Berlim e Bagdá. Essa construção teria dado à Alemanha o acesso direto ao petróleo iraquiano, além de um porto no sul do Golfo Pérsico. Esse foi o esforço da Alemanha para contornar o bloqueio estratégico dos portos do norte do Golfo Pérsico feito pelos britânicos.

Mentalidade competitiva

Por volta da eclosão da Primeira Guerra Mundial, em 1914, a maioria desses conflitos não estava mais em preparação, pois a maioria das negociações coloniais na África, no Oriente Médio e na Ásia tinham sido estabelecidas pelas superpotências da época. Estudiosos como Ruth B. Henig e Sean McMeekin, porém, têm discutido que uma mentalidade competitiva entre as nações ainda existia, e assim, contribuiu para a eclosão da guerra.

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