Quais ingredientes compõem uma pedra filosofal?

Escrito por frank b. chavez iii | Traduzido por nicolle roesner
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Quais ingredientes compõem uma pedra filosofal?
A procura pela Pedra Filosofal era parte uma jornada mística, parte um experimento químico (Photos.com/Photos.com/Getty Images)

Popularizado por obras de fantasia, como "Harry Potter e a Pedra Filosofal" de J. K. Rowling, a Pedra Filosofal era uma substância mística procurada pelos alquimistas antigos da Idade Média. Os alquimistas acreditavam que aqueles que possuíssem a substância poderiam transformar chumbo em ouro.

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Alquimia

A alquimia era uma arte, ciência e filosofia antiga e medieval. O objetivo principal dos praticantes da alquimia, chamado de alquimistas ou filósofos químicos, era encontrar um jeito de alterar ou transformar um metal, como chumbo, em ouro ou prata. Eles também estavam procurando por um elixir da vida, ou uma substância que aumentasse a vida indefinidamente, e um processo artificial para criar vida. Entretanto, de acordo com alquimista dos dias modernos, Johaness Helmond, a alquimia é, na verdade, um símbolo de transformação da alma através do esclarecimento.

A Pedra Filosofal

Os alquimistas acreditavam que eles não podiam transformar metais em ouro sem uma certa substância chamada Pedra Filosofal. Talvez esse nome seja enganoso. Muitos textos o descrevem como um pó ou líquido feito de diversos metais trabalhados com diversas metais ao invés de uma pedra. De acordo com o alquimista John Read, os alquimistas trabalhavam com diversas substâncias místicas. As três substâncias mais populares eram enxofre e mercúrio filosóficos, aparentemente sintetizados a partir do ouro e prata, e sal filosófico de mercúrio. Essas substâncias eram colocadas em um um componente de vidro chamado Vaso Hermético ou Ovo Filosofal e então aquecido em um processo que os alquimistas chamavam de O Grande Trabalho.

Nicolas Flamel

Os fãs da série Harry Potter reconhecerão o nome de Nicolas Flamel do livro "Harry Potter e a Pedra Filosofal". Ele realmente era um alquimista dos séculos XIV e XV que, supostamente, foi bem sucedido ao criar a Pedra Filosofal. De acordo com a lenda, no final da década de 1370, Flamel comprou um livro de alquimia que instruia o leitor no processo de transformar metais em ouro. Entretanto, Flamel não entendeu completamente o texto até que ele o levou a um sábio judeu na Espanha que o ajudou a interpretar os símbolos do livro. No começo da década de 1380, Flamel começou, supostamente, a fonte inesgotável de ouro e prata a partir do mercúrio. Ele e sua esposa não tinham filhos, então deram grande parte de sua descoberta para caridades, como igrejas, escolas e hospitais. Os céticos acreditam que Flamel realmente usou suas habilidades com alquimia como uma história para encobrir suas atividades financeiras, como emprestar dinheiro para nobres e ajudar judeus na França e Espanha a realizar negócios.

Alquimia e química

Embora místicos por natureza, os alquimistas, na verdade, abriram o caminho para a química moderna e fizeram muitas descobertas importantes. Por exemplo, ácido sulfúrico, lixívia de potássio, bicarbonato de potássio, benzóico e zinco foram todos descobertos por alquimistas. No começo do século XVIII, o alquimista Johann Friedrich Boetticher foi o primeiro europeu a aprender a fórmula da porcelana. Evidências de algumas bibliotecas alquimistas europeias também sugerem que os alquimistas também faziam experimentos com transmissão de rádio, gravação de áudio, foto e voo.

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