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Quais eram os papéis tradicionais de gênero homens e mulheres na década de 1900?

Escrito por jean miller | Traduzido por alisson dantas
Quais eram os papéis tradicionais de gênero homens e mulheres na década de 1900?

O direito ao voto foi uma conquista de gênero mudada no século 20

Jupiterimages/Photos.com/Getty Images

Noções preconcebidas dos papeis de gênero do século 19 prosseguiram até o século 20. A Revolução Industrial colocou as mulheres em papeis de domesticidade, enquanto os homens ganhavam salários e sustentavam as famílias. Em meados do século, esses papeis tornaram-se menos definidos, embora as mulheres tenham continuado a trabalhar em posições subalternas e ganhando menos.

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Trabalho

No início do século 20, as famílias de classe média eram em grande parte compostas por uma fonte de rendimento, o homem. Programas econômicos conhecidos como New Deal, implementado entre 1933 e 1936, apoiaram ainda mais essa estrutura. Em 1940, no entanto, as aflições impostas pela guerra forçaram muitas famílias a se apoiarem. As mulheres aceitavam inquilinos enquanto seus maridos estavam ausentes em guerra, e costuravam e lavavam roupas para complementar os salários dos homens. Na década de 1960, um número crescente de mulheres casadas realizava trabalhos formais e 45% da força de trabalho total, em 1989, era constituída por mulheres. Elas trabalhavam mais comumente em ambientes de escritórios, serviços e fábricas. Os homens, por sua vez, ocupavam cargos de tomada decisão e dominavam os salários.

Lar

Até o século 19, as mulheres americanas trabalhavam em casa para educar as crianças, fabricar bens de consumo geral e cuidavam da manutenção agrícola. Isso capacitava os homens para arar e colher, mas esses papéis mudaram com a Revolução Industrial da América. As mulheres passaram a ser então livres para criar os filhos e gerenciar as tarefas domésticas, enquanto se esperava que os homens, pela primeira vez, deixassem a propriedade rural e ganhassem salários. Durante a Segunda Guerra Mundial, os homens foram chamados para as linhas de batalha e as mulheres forçadas a deixar a casa para irem à faculdade e trabalhar. Após a guerra, os homens voltaram para casa e recuperaram a maioria dos trabalhos, deixando as mulheres mais uma vez a continuarem a servir como esposas e mães. Na década de 1950, esperava-se das mulheres que elas criassem um lar agradável para seus maridos que trabalhavam durante todo o dia. Não foi até a década de 1960 que as mulheres impactaram profundamente o mercado de trabalho...

Religião e moral

Através do final dos anos 1800 e início de 1900, as mulheres eram vistas como mais moralmente corretas do que os homens. Elas foram então consideradas a espinha dorsal da moral familiar, e adicionado a isso se acreditava que as mulheres eram mais religiosas do que os homens. Isso se deu principalmente porque as mulheres compunham o maior número de presentes na igreja, embora os homens dominassem os papéis de líderes religiosos. Enquanto as mulheres frequentavam a igreja, os homens questionavam a existência de um deus. Essa luta foi identificada na edição de abril do ano de 1949 da revista "Time", com um artigo intitulado: "Onde está a moral do homem?" Nesse sentido, a moralidade foi descrita como uma questão relativa, pela qual uma ideia de certo e errado poderia ser encontrada tão convincente quanto a outra, sem qualquer referência às mulheres.

Política

No início do século 20, o sufrágio das mulheres era uma questão urgente. Nesse momento, acreditava-se que o governo comandado apenas por homens executariam estratégias específicas para manter as mulheres fora do ambiente de trabalho, abafar as suas preocupações políticas e mantê-las em casa. Uma dessas estratégias foi o acesso restrito ao controle de natalidade. Depois da Emenda 19 (19th Amendment) aprovada em 1920, as mulheres votavam com seus maridos e pais, geralmente aderindo à suas crenças por causa de preocupações comuns em questões sociais e econômicas. Na década de 1960, os homens conduziram protestos sobre o envolvimento do governo no exterior e sobre direitos civis. As mulheres também começaram a protestar, mas com intenções diferentes, porque a população masculina rotulava-as como inferiores. Seus argumentos, portanto, focaram na exclusão dos papéis de liderança e de cargos profissionais dominados por homens.

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