Quais são os tratamentos para tumores de bainha nervosa de cães?

Escrito por juliet myfanwy johnson | Traduzido por andré schwarz
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Quais são os tratamentos para tumores de bainha nervosa de cães?
Cuide bem da saúde de seu animal de estimação (Ryan McVay/Photodisc/Getty Images)

Os tumores de bainha nervosa são raros em cachorros. Eles podem ser benignos ou malignos e aparecem nas células de Schwann periaxonais (no caso dos schwannomas) ou nos fibroblastos (no caso dos neurofibromas ou neurofibrosarcomas). Os tumores são mais encontrados em áreas que foram anteriormente machucadas — geralmente na pele, na boca e também em um rabo cortado. Quanto mais precoce for o diagnóstico e mais agressiva for a cirurgia, melhores serão as chances de não ter de se amputar um membro. Esse tipo de câncer não se espalha, mas as taxas de reincidência no mesmo lugar são bastante altas.

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Procedimentos do diagnóstico

O processo do diagnóstico inclui uma avaliação física pormenorizada feita por um veterinário. Ele verificará se existem fraquezas na perna, distúrbios nos nervos periféricos, ferimentos e inchaços, pupilas caídas ou paralisia em um dos lados do rosto e diminuição do tamanho da pupila.

Ele ainda fará um exame de sangue com hemograma completo, um exame de urina e um panorama dos eletrólitos. Uma tomografia computadorizada ou um exame de ressonância magnética são necessários para determinar a localização e a extensão exatos do mal.

Um ultrassom e uma análise imuno-histoquímica também poderão ser efetuados para diagnosticar tumores de bainha nervosa periférica malignos distais. Os exames de ultrassom não podem diferenciar entre tumores periféricos e linfonodos normais ou anormais. O veterinário fará uma ultrassonografia com a projeção de um raio de 90° sobre a lesão e o nervo. O nervo afetado terá uma ecogenicidade mais elevada do que a dos outros ao redor.

Uma mielografia poderá ser feita para analisar a medula espinhal e determinar a localização exata do tumor. Esse exame é ainda mais útil quando feito juntamente com uma tomografia computadorizada para analisar a medula espinhal e a coluna dorsal. O exame elucidará o grau de compressão da medula e se a raiz nervosa é afetada.

Um eletromiograma é a medida da atividade muscular e é útil porque mostra atividades musculares anormais que são causadas pelos schwannomas.

O animal será anestesiado e o veterinário poderá fazer uma biópsia do tumor (guiada por raios x ou de ultrassom). Só será indicado um cirurgião ortopédico ou um neurocirurgião se a medula espinhal ou os nervos periféricos principais das pernas ou do rabo forem afetados.

A idade do cão, o grau de crescimento do tumor e a qualidade de vida serão levados em conta ao decidir como fazer o tratamento. Tratamentos recomendados envolvem a remoção dos tumores, amputações e radioterapia.

Remoção do tumor

A remoção do tumor é o tratamento mais comum. Dependendo de seu tamanho e localização, pode ser necessária também a remoção de algum órgão ou a amputação de uma das patas ou do rabo. Se não for seguro remover o tumor ou a área adjacente, pode ser necessário fazer uma radioterapia juntamente com uma cirurgia.

Por meio de uma operação na espinha chamada laminectomia, é removida uma porção do osso vertebral. Isso é necessário em caso de schwannomas que envolvem as raízes nervosas. A radioterapia pode ser necessária dependendo do tamanho e da localização do tumor.

As causas para a amputação são geralmente o fato de o tumor não ter sido pego nos estágios iniciais e uma alta probabilidade de reincidência. Esta afeta 72% dos cachorros com um tumor maligno de bainha nervosa e, quanto mais perto da pata ele estiver, maior será a chance de uma recuperação completa.

Prognóstico e pós-radioterapia

Quando o tumor afeta as patas, a remoção completa dele por meio de uma cirurgia local pode ser difícil. Há muito pouca pele e tecidos subcutâneos para se trabalhar na área e também uma grande variedade de estruturas vitais por perto — como vasos sanguíneos, nervos, tendões e ligamentos.

O veterinário geralmente fará a cirurgia para remover o máximo possível do tumor e depois procederá com uma radioterapia para assegurar que quaisquer células cancerígenas microscópicas remanescentes sejam destruídas.

A reincidência do tumor poderá ocorrer em até dois ou cinco meses após a cirurgia. Nesses casos, poderá haver uma outra cirurgia, uma amputação ou, dependendo da severidade do caso, o animal poderá ser sacrificado. Alguns animais passam por remissões completas.

Os cães afetados por tumores malignos de bainha nervosa tendem a viver por mais dois anos. Aqueles afetados por tumores benignos têm prognósticos excelentes e poderão viver naturalmente por muito mais tempo.

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