Quatro princípios básicos da sustentabilidade ecossistêmica

Escrito por matt petryni | Traduzido por marla maisonnett
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Quatro princípios básicos da sustentabilidade ecossistêmica
Ecossistemas em equilíbrio com os recursos disponíveis geralmente são sustentáveis (Jupiterimages/Comstock/Getty Images)

Sustentabilidade – especialmente quando se refere a ecossistemas naturais – pode ser um tópico complexo, particularmente ao distinguir sustentabilidade social da ecossistêmica. A social é a habilidade humana de se adaptar e resistir a escassez de recursos. A sustentabilidade ecossistêmica se refere à habilidade da vida biológica continuar sobrevivendo em uma determinada área. Um ecossistema insustentável pode colapsar, causando um acontecimento de grande extinção. Os princípios da sustentabilidade ecossistêmica afetam sua capacidade de prosseguir – a nível da vida biológica que suporta.

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Biodiversidade

Um dos princípios mais importantes da sustentabilidade dos ecossistemas é a grande quantidade de espécies diferentes que nele habitam, muitas vezes chamado de biodiversidade. Um ecossistema com poucas espécies é mais propensa a experimentar eventos de extinção, já que não consegue se adaptar tão facilmente a escassez de recursos e as mudanças das condições ambientais e climáticas. Em um ecossistema menos biodiversificado, cada espécie terá menor número de espécies sobre as quais eles podem depender para alimentos e outros recursos -- o que significa que se uma espécie se extinguir, é mais suscetível de provocar a extinção de muitas outras.

A perda de biodiversidade também significa a perda da diversidade genética, ou a variedade de sódio em um ecossistema. Quando falta diversidade genética à um ecossistema, os processos evolucionários desaceleram, não realizando a adaptação à novas condições.

Quatro princípios básicos da sustentabilidade ecossistêmica
Biodiversidade (Jupiterimages/Photos.com/Getty Images)

Solo vivo

Ecossistemas mais sustentáveis e biodiversificados podem ser percebidos através de um sistema de solo vivo. O solo é composto de milhares de espécies de fungos, bactérias, insetos e protozoários essenciais para manter o equilíbrio de água e minerais que permitem a vida de uma planta. Se essas espécies de solo são eliminadas, o terreno perde sua capacidade de transferir e armazenar nutrientes químicos que as plantas usam para crescer. Quando esses nutrientes não estão mais disponíveis, as plantas morrem rapidamente e o ecossistema perde a sua capacidade de reter orvalho. Um ciclo vicioso pode acontecer, com mais extinções, levando a um ambiente cada vez mais inóspito para a vida biológica. A morte do solo devido à extinção em massa é frequentemente chamada de desertificação.

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Os solos que não tem assistência geralmente se tornam desertos (Hemera Technologies/AbleStock.com/Getty Images)

Cadeias alimentares

Uma cadeia alimentar é um ciclo de espécies biológicas comendo outras espécies biológicas. Na cultura popular, este sistema de transferência de energia é chamado de “ciclo da vida”, onde um ecossistema sustentável e saudável permite o movimento ininterrupto de energia de uma espécie para outra espécie. Por exemplo, as plantas convertem energia solar em energia química. Animais então, comem plantas e convertem energia solar em cinética e térmica. Quando os animais se decompõem, sua energia armazenada retorna ao solo para ser usada novamente pelas plantas. O sistema permanece equilibrado enquanto a energia flui de forma constante através dele, dependendo em algum tempo de conexões críticas, chamadas de espécies-chaves, cuja extinção afetaria este fluxo de energia.

As cadeias alimentares povoadas por muitas espécies são menos propensas a colapsar, já que permitem que os predadores escolham entre várias presas. As espécies mais distantes da fonte original de energia -- geralmente o sol -- são as mais vulneráveis à extinção em caso de colapso do ecossistema. Graus de separação a partir da fonte original de energia são chamados de níveis tróficos.

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O sistema de relações predadoras em um ecossistema é chamado de "cadeia alimentar" (Jupiterimages/Photos.com/Getty Images)

Ciclos biogeoquímicos

As mudanças climáticas e geológicas que afetam a estabilidade dos ecossistemas são conhecidas como ciclos biogeoquímicos, por que cada ecossistema depende de químicos da terra, da luz e do calor do sol, e da presença e do movimento da água, os químicos e a energia em todo o ecossistema são de suma importância para a atividade biológica. Frequentemente, os ciclos biogeoquímicos são reconhecidos no contexto do recurso específico em que acontece. O movimento da água por um ecossistema, ou ciclo hidrológico, pode criar ou quebrar a estabilidade do sistema fornecendo ou cortando o acesso à água e minerais carregados por ele. O ciclo hidrológico é importante para os ecossistemas marinhos, uma vez que afeta frequentemente o equilíbrio da temperatura e nutrientes em um corpo de água.

O movimento da crosta terrestre também é um ciclo biogeoquímico -- ciclo tectônico. Sem movimento constante de nutrientes, água ou energia, a maioria dos ecossistemas entrariam em colapso e morreriam, já que o acesso a recursos seria limitado e suas espécies morreriam de fome. Alterações nos ciclos biogeoquímicos -- como alterações climáticas -- podem ser catastróficas para a sustentabilidade de um ecossistema.

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O ciclo da água é um dos muitos sistemas físicos críticos à sustentabilidade do ecossistema (Photos.com/Photos.com/Getty Images)

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