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Por que a realeza é referida com o termo sangue azul?

Atualizado em 21 novembro, 2016

O casamento do príncipe William com Kate Middleton renovou o interesse no estilo de vida e história da realeza. As famílias reais são algumas das pessoas mais ricas e famosas do mundo. Elas possuem um modo de viver priveilegiado e espera-se que vivam sob algum padrão, não apenas para suas famílias, mas também para o povo que eles representam. A nobreza é, normalmente, referida como sangue azul, e esse rótulo tem uma história antiga, que vem da Espanha e da Europa medieval.

A história aristocrática da realeza faz dela sangue azul (Brand X Pictures/Brand X Pictures/Getty Images)

Definição

O termo "sangue azul" é usado para se referir às pessoas que vieram de um histórico abastado ou "dinheiro antigo". A família mais tradicional faz parte da aristocracia por muitas gerações. A realeza é rica há milhares de anos, por isso é considerada aristocrática e se refere a ela como sangue azul.

Origem espanhola

A nobreza espanhola criou o termo "sangre azul", que significa sangue azul em português. Tal nomenclatura serviu para separá-los dos mouros, enquanto tentavam recuperar as terras. Eles dizem que, por serem muito brancos e as veias azuis serem visíveis, não era possível serem parentes dos mouros de pele mais escura. Esse termo pegou, e todos os nobres e aristocratas se tornaram "sangues azuis".

Origem medieval

O termo em questão foi emprestado dos espanhóis para os britânicos, na Europa medieval, para se referir à realeza. Os reais e aristocratas eram tão ricos que podiam contratar pessoas para fazerem todo o trabalho externo. A nobreza raramente saía ao sol quente. Isso resultou em peles muito brancas, que eram quase translúcidas. A palidez deixava as veias mais aparentes, dando a impressão de que o sangue era, de fato, azul.

Casamento

Porque eram considerados sangues azuis, era esperado da realeza que se casasse com outros semelhantes. Não era aprovado se casar com plebeus. Com frequência, isso resultou em matrimônios com parentes, como entre primos. Nos tempos atuais, essa tradição foi quebrada por muitos jovens reais. Nobres como o príncipe William, casaram-se com plebeus. Isso significa que, em poucas gerações, os nobres corem o risco de não ser mais totalmente "reais", com exceção de seus títulos, já que se misturaram com muitos plebeus ao longo de sua linhagem.

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