Como se recuperar de uma lesão no lobo frontal esquerdo

Escrito por jon williams | Traduzido por joan diaz
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Lesão cerebral traumática no lobo frontal esquerdo, devido à um golpe, doença, AVC, tumor ou outro problema de saúde, pode ter efeitos devastadores no comportamento e na adaptação. O lobo frontal é considerado como o centro da função emotiva e da personalidade. Controla o comportamento motor, linguagem, motivação, atenção, juízo, escolha de decisões, solução de problemas, comportamentos sociais e sexuais e controle de impulsos. Os dois lobos frontais estão ligados a todo tipo de comportamento, mas para a maioria, o lobo frontal esquerdo está mais ligado em funções de linguagem, enquanto que o direito está mais envolvido em habilidades não verbais.

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Instruções

    Identificando danos, desenvolvendo e implementando um programa

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    Identifique a natureza e a extensão dos danos. Lesão cerebral traumática ao lobo frontal esquerdo pode ter efeitos variáveis em pessoas diferentes, dependendo do seu nível funcional antes do trauma, o local, a natureza, e a extensão do dano ao lobo frontal, as idiossincrasias da estrutura cerebral e o dano colateral ao córtex pré-frontal e regiões ao redor do cérebro. A natureza do dano para as funções comportamentais e cognitivas é melhor determinado através de uma avaliação neuropsicológica compreensiva. Ela deve incluir todos os aspectos do comportamento que foram potencialmente afetados pelo dano ao cérebro. Testes devem incluir função motora, solução de problemas, memória, linguagem, movimentos ligados à linguagem, juízo, controle impulsivo, espontaneidade e comportamento social. Problemas como dificuldade em controlar expressões faciais, movimentos leves e a força nos braços, mãos e dedos, cadeias complexas de movimentos motores e dificuldade na fala são todos associados com lesões no lobo frontal.

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    Desenvolva um programa de reabilitação individualizada baseada na natureza e na extensão da invalidez funcional e nas forças e capacidades do paciente. Uma equipe interdisciplinar de especialistas de terapias física, ocupacional, de linguagem, medicina reabilitacional, psicologia e psiquiatria deve trabalhar unida para verificar problemas específicos e outros que foram identificados no decorrer da avaliação neuropsicológica. Além disso, programas nutricionais feitos para melhorar a recuperação nutricional devem ser iniciados e continuados no período de recuperação. Muitas vezes, a entrada a uma boa unidade de recuperação de trauma cerebral com uma equipe de qualidade deve ser o melhor jeito de conseguir a melhor recuperação possível. É importante que o tratamento individual seja implementado o mais próximo ao momento do dano que for possível. Essas intervenções funcionam para alterar a eficiência das células, reorganizar a comunicação neural e a organização cerebral, alterar a química cerebral e "refazer" as funções do cérebro a áreas adjacentes ou mais distantes. A reabilitação ajuda as pessoas a reaprenderem habilidades cognitivas e a compensar as faltosas. Há uma janela aberta de possibilidades de uns 6 meses após o trauma durante os quais estes processos de recuperação cerebral são mais ativos.

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    Implemente o programa de reabilitação. Cada membro da equipe de tratamento deve trabalhar com o paciente para auxiliar na melhora. Vários fatores podem promover ou interferir na reabilitação. O paciente pode tomar medicamentos que afetam os neurotransmissores envolvidos no córtex frontal e pré-frontal para facilitar a recuperação. Ritalina e outros medicamentos usados para tratar de desordem de déficit de atenção hiperativa podem ajudar a recobrar a concentração, atenção, controle de impulsos e escolha de decisões. Remédios para supressão do sistema imunológico podem reduzir o edema (acúmulo excessivo de fluidos corporais) no cérebro e reduzir o dano às células vivas. Uma boa dose de apoio social pode ser dado. Motivação para fazer o trabalho de terapia é importante para a recuperação. O paciente está inquieto, ansioso e com medo do seu futuro, além de triste pela sua lesão, interrupção de sua rotina normal e perda de funções. Fatores emocionais influenciam a recuperação, então a psicoterapia e terapia de apoio devem ser uma parte integral do programa de recuperação. O paciente deve participar de atividades que trabalham seus "músculos mentais". Tarefas mentais, exercícios de leitura, solução de problemas, verbalização e treinos para problemas específicos de fala e linguagem podem melhorar os resultados a longo prazo. Normalmente, níveis pré-trauma de funcionamento podem prever o nível de recuperação das funções da fala e da linguagem, presumivelmente devido à "forma" dos lobos frontais pré-trauma.

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