O relacionamento entre a música e o ritmo cardíaco

Escrito por erica roth | Traduzido por andrea coronado
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O relacionamento entre a música e o ritmo cardíaco
Estudos indicam haver relação entre a música e a frequência cardíaca (Jupiterimages/Creatas/Getty Images)

A música é uma parte importante da vida de muitas pessoas. Enquanto recordam momentos bons ou ruins, a maioria das pessoas se lembra de uma determinada música que estava tocando ao fundo. A música está ligada à emoção humana e pode deixar uma pessoa feliz, triste, ansiosa ou autoconfiante. Ela também está ligada a respostas fisiológicas do corpo, inclusive à frequência cardíaca. O relacionamento entre a música e a frequência cardíaca é complexo e pode ser benéfico à saúde, especialmente para aqueles que têm problemas cardíacos e dores crônicas.

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Tempo e frequência cardíaca

A frequência cardíaca de uma pessoa muda ao ouvir música, mas o fato de o coração bater mais rápida ou vagarosamente depende do ritmo da música. Na edição de novembro de 2009 da revista "Harvard Health Letter", consta que estudos realizados no Massachusetts General Hospital e em instalações médicas em Hong Kong mostraram que pessoas que ouvem música por 20 a 30 minutos todos os dias têm uma pressão sanguínea mais baixa e uma frequência cardíaca menor em comparação àquelas que não ouvem música. Um estudo da University of Oxford relatada pela ABC News in Science da Austrália explica que a música com um ritmo mais rápido, como o rap, aumenta a frequência cardíaca de uma pessoa, em vez de oferecer um efeito relaxante.

Fundo musical e frequência cardíaca

O fato de uma pessoa ter ou não um histórico nas artes, especificamente com a música, pode determinar quanto sua frequência cardíaca é alterada ao ouvir música. O Dr. Peter Sleight, pesquisador chefe do estudo sobre música da University of Oxford, comparou as mudanças na frequência cardíaca de acordo com o grau de instrução musical. Descobriu-se que os músicos no grupo de estudo respiravam mais rapidamente e tinham sua frequência cardíaca mais aumentada do que aqueles que não tinham uma educação musical. O motivo sugerido para esse fenômeno é que os músicos entendem a complexidade dos ritmos da música e inconscientemente ajustam a respiração e as frequências cardíacas de seus corpos para corresponderem ao ritmo.

Propriedades de cura

Além de diminuir a pressão sanguínea e a frequência cardíaca - em alguns casos, quando a música é vagarosa -, ouvir música pode reduzir a percepção de dor em algumas pessoas. O Abbott Northwestern Hospital, em Minneapolis, relata que pacientes cardíacos que ouviam música sentiam menos dores e não estavam tão preocupados quanto às suas condições médicas quanto aqueles que não gostavam de música. A música como uma técnica de relaxamento pode fazer com que um coração que esteja batendo rápido tenha seu ritmo diminuído simplesmente por que ela alivia o estresse. A frequência cardíaca e a pressão sanguínea de uma pessoa geralmente aumentam durante momentos de pressão e ansiedade.

Efeito sobre o desempenho atlético

Um estudo relatado numa edição de 2002 do "The Sports Journal," uma publicação da United States Sports Academy, mostrou que ouvir música ao correr dando voltas em uma pista levou a um ritmo de corrida diminuído. Os participantes que ouviam música ao se exercitarem mostraram o mesmo aumento na frequência cardíaca que é associado ao exercício aeróbico, mas um aumento menor do que aquelas pessoas que não ouviam música. No entanto, de maneira semelhante aos pacientes que sentiam menos dor quando estavam expostos à música, os atletas que ouviam música perceberam uma taxa de esforço menor do que aqueles que corriam sem um acompanhamento musical. Essas descobertas são um tanto contraditórias em relação àquelas de Sleight, que sugere que os atletas podem melhorar seu desempenho com a inclusão da música, mas, conforme afirmado na "Harvard Health Letter", variações nos resultados de estudos envolvendo a frequência cardíaca e fatores externos são normais devido à preferência musical de cada pessoa Uma música que é relaxante para uma pessoa pode não ser a música favorita de outra pessoa e pode, na verdade, causar uma aceleração da frequência cardíaca.

Inovações

Novos avanços tecnológicos podem possibilitar a correspondência da biblioteca musical de uma pessoa à sua frequência cardíaca. Reprodutores de MP3 que agem como um monitor cardíaco e pedômetro além de reprodutor de música selecionam automaticamente músicas que complementem a frequência cardíaca de um usuário. Os deportistas são solicitados a programar seleções que eles acham que os ajudariam a atingir suas metas de exercícios. As músicas selecionadas são reproduzidas conforme o usuário atinge sua meta de frequência cardíaca.

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