Relações competitivas nos ecossistemas

Escrito por debra durkee | Traduzido por caroline neri
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Relações competitivas nos ecossistemas
Matilhas de lobo envolvem-se em competições intraespecíficas por companheiros e alimentos (Jupiterimages/Photos.com/Getty Images)

A competição ocorre em praticamente todos os ecossistemas da natureza. Esse tipo de relação se desenvolve quando mais de um organismo em um ambiente precisa do mesmo recurso para sobreviver. Quando o alimento e abrigo são abundantes, não há concorrência — o que só ocorre quando não há o suficiente por perto. A competição muitas vezes resulta na sobrevivência do mais apto.

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Intraespecífica

A competição ocorre frequentemente entre membros da mesma espécie. Isso é conhecido como competição intraespecífica. É um tipo comum de competição, porque os animais da mesma espécie vivem muitas vezes em grande número em uma área em particular. Esses indivíduos competem por recursos limitados, como alimentos, abrigo e parceiros.

Esse tipo de competição acontece para manter a população sob controle. Se há uma quantidade limitada de alimentos para todos, o ambiente só pode alimentar um número limitado de indivíduos da mesma espécie. Isso resulta na sobrevivência dos mais capazes de competir e vencer. Algo semelhante ocorre quando os indivíduos competem por abrigo, especialmente covas necessárias para a procriação. Em alguns casos (por exemplo, no caso de leões machos jovens), os animais que perdem esse tipo de competição são expulsos do grupo e da área onde se encontram.

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A competição entre leões machos para chamar a atenção do sexo feminino é conhecida como competição intraespecífica (Jupiterimages/Photos.com/Getty Images)

Interespecífica

A competição interespecífica ocorre quando os membros de mais de uma espécie competem pelo mesmo recurso. Por exemplo, pica-paus e esquilos competem pelos direitos de nidificação nos mesmos buracos e espaços em árvores, enquanto os leões e guepardos da savana africana competem pelos mesmos antílopes e gazelas como presas.

Mesmo que os animais individuais estejam competindo pelo mesmo abrigo ou alimento, a competição interespecífica é geralmente menos importante do que a competição intraespecífica. Por exemplo, o antílope não é a única presa do leão. Devido a isso, o leão pode "escolher" se quer competir por antílopes ou procurar outro lugar. Animais de diferentes espécies normalmente competem entre si apenas por comida, água e abrigo. No entanto, eles podem competir com os membros de sua própria espécie por companheiros e também por território.

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Muitos tipos de predadores podem competir ao longo da refeição que um coelho proporciona (NA/AbleStock.com/Getty Images)

Competição entre plantas

As plantas também competem por espaço, nutrientes e recursos, como água e luz solar. Essa competição pode moldar a aparência do ecossistema. Por exemplo, o solo de uma floresta estacional decidual não possui tanta vida vegetal, como geralmente se pensa. As árvores mais altas protegem o sub-bosque da luz solar, tornando possível o crescimento, principalmente de plantas tolerantes à sombra. Os ciclos de vida de algumas plantas também são afetados, pois muitas plantas menores florescem e produzem sementes antes que as folhas das árvores mais altas estejam totalmente desenvolvidas, o que torna possível que as plantas menores recebam a luz solar.

As plantas do deserto têm desenvolvido sistemas de raízes rasas e profundas a fim de competir com sucesso pelos recursos hídricos valiosos, o que é um exemplo de como a competição pode afetar a evolução de uma espécie.

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Árvores mais baixas têm de competir com as mais altas pela luz solar (Thinkstock/Comstock/Getty Images)

Especificação evolutiva

As relações concorrenciais existem ​​para serem pelo menos parcialmente responsáveis pelo processo evolutivo. Na seleção natural, os indivíduos de uma espécie que melhor se adaptam ao ambiente ao seu redor sobrevivem para reproduzir e transmitir a genética que os ajudou a ser bem adaptados. Isso pode ser visto no desenvolvimento da girafa, quando compete com outros herbívoros de pastagem, tais como zebras e antílopes, a fim de encontrar alimentos. Girafas com pescoços mais longos são capazes de alcançar as folhas dos ramos altos das árvores, dando-lhes acesso a mais alimentos e uma melhor chance de transferir sua genética aos seus descendentes.

A competição de exploração, que é o uso de recursos que exclui a possibilidade do outro de usá-los, pode resultar na extinção de uma espécie ou na evolução da mesma, com o objetivo de encontrar outra forma de sobrevivência. Isso pode incluir a procura por outra fonte de alimento, ou ainda a adaptação dos ninhos de acordo com o novo tipo de abrigo, por exemplo.

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O longo pescoço da girafa evoluiu dessa forma para permitir o acesso a outras fontes de alimento (Jupiterimages/Photos.com/Getty Images)

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