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A religião dos holandeses nos tempos coloniais

Atualizado em 21 fevereiro, 2017

O período colonial foi um dos mais robustos culturalmente para os holandeses; tanto para aqueles no país, quanto para aqueles no exterior. Os holandeses criaram uma cultura comercial e artisticamente bem-sucedida, que celebrava o trabalho árduo e era admitida a tolerância religiosa. A ética de trabalho, crença e história da fé protestante predominante, o Calvinismo, apoiava essa Idade de Ouro da Holanda.

O período colonial foi um dos mais culturalmente robustos para os holandeses (dutch catle image by Robert Soen from Fotolia.com)

Período de tempo

O período colonial, ao longo do século 17, foi surpreendente para a cultura e a religião holandesa, e é frequentemente considerado a Idade de Ouro da Holanda. O calvinismo era a religião dominante neste período na Holanda, e o catolicismo havia sido em grande parte suprimido desde o início da Guerra dos Oitenta Anos com a Espanha, em 1568. A guerra continuou até 1648. Ela dividiu o anteriormente unificado país da Holanda ao longo de uma divisão norte-sul, tendo sido separada por religião, cultura e até idioma.

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História

Anteriormente à Guerra dos Oitenta Anos, a religião na Holanda era uma questão altamente polêmica, ao passo que uma postura de tolerância, porém não de aceitação, prevaleceu posteriormente. A forma predominante do Protestantismo era o Calvinismo. O Calvinismo e o Catolicismo estavam em uma disputa clara, sem meio termo aceitável; porém, os católicos que possuíam certa riqueza podiam manter um bom padrão social. Várias outras denominações de Protestantismo coexistiram junto com o Calvinismo, porém não sem desacordos teológicos substanciais. Durante o curso da guerra, muitos calvinistas deixaram o sul da Holanda e foram viver no norte, particularmente na cidade de Amsterdã.

Tipos

Várias religiões coexistiram na Holanda e nas colônias durante a Era Colonial. O Calvinismo era a fé predominante entre os holandeses durante esse período, mas houve divisões mesmo dentro desta facção do Protestantismo. Os calvinistas estavam divididos entre os mais liberais, Remonstrantes, que acreditavam no livre arbítrio e não em predestinação; e os Contra-Remonstrantes, mais rigorosos e conservadores. Humanistas, huguenotes, católicos e judeus compunham outra porção da população nas comunidades holandesas.

Importância

Os holandeses eram um povo amplamente pragmático, mesmo quando se tratava de fé. As comunidades holandesas eram tipicamente tolerantes à diversidade de pensamento dentro de alguns limites. Cientistas, mercadores, comerciantes e pensadores humanistas fizeram da Holanda ou de outras comunidade holandesas os seus lares, em parte devido à tolerância social e oficial aos diferentes sistemas de crença. Embora a religião fosse importante no dia a dia, tanto dos holandeses quanto dos imigrantes holandeses em outras colônias no período colonial, talvez fosse menos importante que o comércio, a riqueza e a prosperidade. Todas essas coisas eram vistas não somente como marcadores da hierarquia social, mas também como valores espirituais nas comunidades de maioria calvinista.

Características

O Protestantismo no período colonial era bem diversificado. O Calvinismo era a denominação protestante mais comum na Holanda e entre os imigrantes holandeses, e apesar de ser dividido em si, tanto o Calvinismo Remonstrante quanto o Contra-Remonstrante colocavam o Estado de Deus acima de todo o resto. Na prática, as igrejas calvinistas tentavam ser removidas da prática católica tradicional e evitar quaisquer práticas religiosas que não fossem especificamente explicitadas na bíblia. Embora a predestinação fosse um assunto polêmico, os reformadores calvinistas acreditavam que a salvação só poderia acontecer através da graça e da misericórdia de Deus, e que isto estava fora do controle dos seres humanos, que haviam pecado. Além disso, a prosperidade econômica e a riqueza na vida eram sinais, para os outros, do favor de Deus. Dentro de limites, era permitido que outras fés praticassem as próprias crenças em comunidades holandesas.

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Referências

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