Respiração das tartarugas-marinhas

Escrito por eric angevine | Traduzido por aline fernandes
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Respiração das tartarugas-marinhas
Apesar de passar bastante tempo submersa, a tartaruga-marinha respira ar como os demais répteis (sea turtle image by Cory Surdam from Fotolia.com)

As tartarugas-marinhas possuem pulmões e respiram ar. Sua habilidade de ficar debaixo d'água por longos períodos de tempo pode fazê-las parecerem mais peixes com guelras, mas são répteis que precisam subir à superfície para respirar. Existem diversas adaptações na fisiologia da tartaruga-marinha que permitem que o organismo utilize o oxigênio de forma mais eficiente e aguente os efeitos colaterais da emersão infrequente.

Respiração especializada

As tartarugas podem preencher seus pulmões com muita rapidez quando emergem. As tartarugas-de-couro conseguem controlar a sua frequência respiratória, aspirando grandes quantidades de ar para reabastecer seus tecidos durante as visitas infrequentes à superfície. Nesse ponto, são meio parecidas com as baleias, que são mamíferos. Na maioria das vezes, uma tartaruga precisa respirar fundo apenas uma única vez antes de mergulhar novamente. Estudos mostraram uma troca de mais de 50% da capacidade pulmonar por meio de uma única respiração.

Armazenamento de oxigênio

Algumas tartarugas podem dormir durante horas enquanto permanecem completamente submersas. Podem também nadar longas distâncias entre respirações. Isso acontece porque seu sangue e seus tecidos armazenam oxigênio com mais facilidade do que o que é comum em outros animais. As tartarugas possuem mais glóbulos vermelhos e hemoglobina para a transferência de oxigênio. Seus músculos contêm grandes quantidades de mioglobina, que transporta mais oxigênio pelos tecidos durante longos nados. Esses animais também exibem uma capacidade extraordinária de carregar oxigênio em seus pulmões relativamente grandes. Ao nadar longas distâncias, as tartarugas devem subir para respirar a cada 20 ou 30 minutos. Durante o descanso, podem subsistir em respiração anaeróbica (sem ar) por horas.

Resistência ao CO2

Um efeito colateral da respiração infrequente é um acúmulo de dióxido de carbono na corrente sanguínea. O CO2 é expelido com cada expiração de um ser humano, mas as tartarugas precisam carregar o produto residual consigo até emergirem. Os corações das tartarugas-marinhas possuem um design especial de três câmaras que permite que a espécie tolere o acúmulo de gás carbônico.

Metabolismo

O metabolismo da tartaruga-marinha é lento. Isso significa que o seu corpo não precisa de nutrientes ou de oxigênio com tanta frequência quanto um metabolismo rápido exigiria. Além disso, os processos internos da tartaruga operam de forma diferente durante longos mergulhos, desviando o fluxo sanguíneo para o cérebro, o coração e o sistema nervoso e afastando-o dos outros órgãos, que se adaptaram para lidar com a escassez de oxigênio. Em alguns casos, a frequência cardíaca pode diminuir a um ritmo de uma batida a cada nove minutos. As tartarugas-verdes no Golfo da Califórnia costumam se enterrar no fundo do mar e hibernar durante os meses de inverno.

Oxigênio suplementar

Algumas espécies de tartaruga conseguem ingerir água pelo nariz e pela boca e extrair oxigênio adicional. O revestimento da faringe dessas espécies serve como um tipo de guelra, fornecendo fontes secundárias de oxigênio. Outros tipos ingerem água através de cavidades perto do ânus, que também funcionam como guelras para extrair um pouco de oxigênio da água ao redor. Esses processos não fornecem a maior parte do suprimento de oxigênio do animal, simplesmente suplementam o ar recolhido durante a respiração na superfície.

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