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Riscos de gravidez com a histerectomia laparoscópica supra-cervical

Atualizado em 17 abril, 2017

A histerectomia laparoscópica supra-cervical refere-se ao procedimento de histerectomia subtotal com o uso de instrumentos de laparoscopia. Como isso envolve deixar o colo do útero no interior do corpo e remover apenas o útero, há alguns riscos às mulheres submetidas ao procedimento em termos de futuras doenças e gravidez. No entanto, os riscos de gravidez são pequenos, já que é improvável uma mulher possa conceber após a remoção do útero.

A cirurgia laparoscópica é feita através de uma pequena incisão (Jupiterimages/Stockbyte/Getty Images)

O que é histerectomia laparoscópica?

A histerectomia é um procedimento cirúrgico comum para remover o útero em mulheres. O método tradicional de histerectomia envolve a cirurgia através de uma incisão abdominal ou vaginal. A histerectomia laparoscópica supra-cervical, por outro lado, é um procedimento não-invasivo que permite aos médicos remover o útero através de um laparoscópio que vê órgão e corta-o do corpo. Uma incisão um pouco acima da vagina é feita para removê-lo.

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Qual é a diferença entre histerectomia e histerectomia supra-cervical?

A histerectomia normal refere-se à histerectomia total que envolve a remoção do útero, ovários e colo do útero. A histerectomia supra-cervical mantém o colo dentro do corpo. Existe muita discordância entre os médicos sobre o processo mais eficaz, benefícios e efeitos colaterais referentes a deixar o colo do útero dentro do corpo. Uma revisão sistemática de Lethaby A, Ivanova V,e Johnson N, intitulada "Histerectomia total versus subtotal para condições ginecológicas benignas" e publicada no Banco de Dados Cochrane de Revisões Sistemáticas em 2006, não encontrou nenhuma diferença significativa de saúde entre os dois casos.

Quais são os riscos?

A histerectomia supra-cervical tradicional foi considerada um procedimento mais arriscado, já que é invasiva e possibilita danos a outros órgãos, incluindo os ovários e o colo do útero. A histerectomia supra-cervical é considerada mais segura em relação a esses danos. No entanto, um estudo realizado pelos médicos Resad Pasic, Jeremy Scobee e Blair Tolar, publicado na edição de fevereiro de 2004 do Journal of the American Association of Ginecologic Laparoscopists, descobriu que a histerectomia supra-cervical aumentava o risco de gravidez ectópica. Embora a percentagem global de incidência de gravidez ectópica ou regular seja muito baixa na histerectomia supra-cervical, ela é maior em relação à histerectomia total.

Quais são as chances de engravidar?

A possibilidade de gravidez é geralmente considerada remota após uma histerectomia, já que o útero é removido. No entanto, a histerectomia laparoscópica supra-cervical não remove os ovários e trompas e, portanto, implica um risco muito baixo de gravidez mesmo após a histerectomia. O procedimento também não leva à menopausa, o que é considerado outro fator de risco para uma possível gravidez.

Quem deve escolher a histerectomia laparoscópica supra-cervical?

A decisão sobre realizar uma histerectomia e o método deve ser deixada para a mulher e seu médico. Há argumentos a favor e contra a histerectomia e, mais ainda, sobre o método. O Dr. JM Ayoubi e seus colegas publicaram um estudo na edição de dezembro de 2003 do European Journal of Obstetrics and Ginecology and Reproductive Biology em que se constatou que a histerectomia laparoscópica tende a ter um efeito mais suave sobre a sexualidade das mulheres do que outros métodos.

No entanto, não é aconselhável para mulheres que não têm filhos realizar o procedimento apenas para reduzir a dor pélvica ou problemas urinários. Elas devem procurar, de preferência, tratamentos alternativos, já que a histerectomia eliminará completamente as chances de gravidez no futuro.

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Referências

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