Os riscos de usar Seroquel em pessoas com Alzheimer

Escrito por shelley moore | Traduzido por vitoria felix
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Os riscos de usar Seroquel em pessoas com Alzheimer
A Food and Drug Administration não aprovou o medicamento para o uso no combate de doenças como Alzheimer (medication image by egirldesign from Fotolia.com)

Seroquel é o nome comercial para o medicamento genérico quetiapina, que já provou ser eficiente no tratamento de algumas doenças mentais. Embora os médicos venham prescrevendo esse medicamento para Alzheimer e outras demências por anos, a Food and Drug Administration (órgão americano responsável pelo setor) não aprovou o medicamento para esse uso. Seroquel é associado com vários efeitos colaterais sérios.

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Função

Produzido pela AstraZeneca Pharmaceuticals, o Seroquel afeta neurotransmissores, incluindo serotonina e dopamina. Ele é eficiente no tratamento dos sintomas de esquizofrenia e episódios agudos de transtorno bipolar.

História

Em 2004, a FDA emitiu um alerta afirmando que Seroquel aumenta o risco de hiperglicemia e diabetes e, em 2005, emitiu outro alerta falando que esse medicamento foi associado com um alto risco de morte em pacientes idosos com demência. O órgão pediu para que a AstraZeneca adicionasse advertências no rótulo do produto.

Avisos

Mais de 15 estudos clínicos específicos para pessoas idosas com demência ligaram Seroquel a um risco aumentado de morte causada por parada cardíaca ou infecções como pneumonia. O medicamente mostrou causar uma extrema raiva em alguns usuários, uma condição chamada "raiva Seroquel". Esse efeito é mais acentuado em pacientes idosos com demência. Estudos indicam que o uso de Seroquel pode piorar a função cognitiva e outros sintomas do Alzheimer. Pesquisadores na Inglaterra descobriram que pacientes com demência que tomavam Seroquel tiveram um declínio cognitivo e excesso de raiva em uma média duas vezes mais alta do que os pacientes tomando um placebo.

Significância

Em dezembro de 2008, documentos arquivados em um tribunal federal da Flórida indicaram que a AstraZeneca estava ciente, desde pelo menos o ano de 2000, de que esse medicamento causava diabetes. Os ensaios clínicos da empresa mostraram que 2,4% das pessoas com nível de açúcar no sangue normal desenvolveram um nível de açúcar tão alto que puderam ser classificados como diabéticos depois de um ano de uso de Seroquel. Apenas 1,4% dos pacientes tomando o placebo tiveram um resultado similar de aumento de nível de açúcar no sangue. Estatisticamente, é quase 70% mais provável de que pessoas tomando Seroquel desenvolvam diabetes.

Considerações

Seroquel foi ligado a síndrome neuroléptica maligna, uma condição do sistema nervoso central que requer atenção médica emergencial, e pode ser fatal. Os sintomas incluem batimento cardíaco rápido ou anormal, sudação, rigidez muscular, febre alta e confusão. Ele também foi associado com discinesia tardia, uma condição séria com sintomas que incluem movimentos repetitivos e incontroláveis do rosto e língua. O medicamento pode ter como efeitos colaterais pressão baixa, catarata, alto colesterol, atividade anormal da tireoide, convulsões, dificuldade de engolir e insuficiência hepática. Desde 2008, AstraZeneca Pharmaceuticals enfrenta cerca de 15.000 processos por conta do Seroquel.

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