Como a Ritalina atua no cérebro?

Escrito por vaughnlea leonard | Traduzido por angela spada
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Como a Ritalina atua no cérebro?
Pesquisadores acreditam que a Ritalina, ou metilfenidato, tenha um sério efeito sobre os centros de gratificação ou prazer do cérebro (Jupiterimages/Photos.com/Getty Images)

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Cérebro

Antes que se possa entender como a Ritalina atua no cérebro, primeiramente, é preciso ter algumas informações básicas. O cérebro é um órgão complicado, basicamente composto por quatro partes: cérebro, cerebelo, sistema límbico e tronco encefálico. O cérebro, ou "cérebro pensante", é responsável pelas funções cerebrais superiores, e também se divide em quatro categorias de lobos: frontal, parietal, occipital e temporal. O lobo frontal é referido com mais frequência como a área de "solução de problemas" do cérebro, enquanto as porções parietal e occipital permitem que você reconheça objetos e entenda o que é visto. O lobo temporal é a área responsável pela fala. É também a área cerebral que permite que você diferencie entre várias músicas ou canções. Os cientistas em geral se referem ao cerebelo como a parte "evolucionária" do cérebro. Isso significa simplesmente que essa área do cérebro surgiu muito tempo antes de os seres humanos andarem pela Terra; todos os animais têm cerebelo. O sistema límbico também consiste em múltiplas partes. É essencialmente o centro emocional do cérebro. Esta área é geralmente referida como o centro da "gratificação". As partes não voluntárias do corpo são controladas pelo tronco encefálico. Esta área controla as funções vitais, como a respiração e a frequência cardíaca.

Ritalina e a gratificação

Muitos pesquisadores acreditam que a Ritalina, ou metilfenidato, tenha um sério efeito sobre os centros de gratificação ou prazer do cérebro, muito semelhante ao da cocaína. Ela aumenta simultaneamente a capacidade de o indivíduo se concentrar e diminui a capacidade de entender o que ocorre à sua volta. Isso é referido como diminuição da "cognição". A serotonina, uma substância química no cérebro, tem uma grande participação na capacidade de se desenvolver neurotransmissores. O que isto significa basicamente é que o corpo está sempre desenvolvendo novos trajetos para que células, neurônios e sinapses possam se comunicar entre si. A Ritalina reduz seriamente a capacidade de criar esses trajetos; um paciente pode ter uma sensação de perpétuo "bem-estar" mesmo quando a situação não justifica tal comportamento.

Efeitos em crianças pequenas

Os efeitos da Ritalina no cérebro de crianças pequenas também podem ser prejudiciais. A Ritalina diminui a capacidade do indivíduo de produzir neurônios, ou os trajetos subsequentes para que esses neurônios se desloquem, desse modo, as crianças podem não ser capazes de progredir física ou emocionalmente. A pesquisa atual sugere que a Ritalina também pode impedir o curso do desenvolvimento cerebral infantil. Os efeitos bioquímicos da Ritalina no cérebro sugerem risco maior de desenvolvimento de excesso de proteína, evidente em indivíduos usuários de cocaína. Em alguns casos, a proteína excessiva também inibe o desenvolvimento normal da espinha infantil. Certas proteínas, ou quantidades excessivas destas, também afetam de maneira adversa os genes infantis. Após o uso prolongado de Ritalina, algumas crianças manifestam fisiologia do tipo aditivo. O cérebro, a química cerebral e a espinha estão todos inexoravelmente ligados.

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