Ritalina no tratamento da depressão

Escrito por dahloan hembree | Traduzido por rosiane goncalves
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Ritalina no tratamento da depressão
Ritalina é uma possibilidade no tratamento da depressão (Ryan McVay/Photodisc/Getty Images)

A Ritalina é normalmente utilizada no tratamento do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), no entanto alguns médicos têm prescrito este e outros medicamentos à base de anfetaminas para tratar depressão. Esta é uma prática "off-label", ou seja, o remédio é prescrito para fins diferentes daqueles descritos na bula. Garantindo que a dosagem exata seja definida, o uso da Ritalina tem demonstrado resultados eficazes frente a outros antidepressivos.

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As prescrições mais comuns no tratamento de depressão

Os medicamentos mais comumente utilizados no tratamento são os chamados antidepressivos, compostos de substâncias conhecidas como inibidores da monoamina oxidase (IMAOs) ou inibidores seletivos de serotonina (ISSs). Estas medicações atuam ajustando os níveis de captação - para serotonina e norepinefrina - dos neurotransmissores no cérebro. Wellbutrin é um exemplo de medicamento indicado para a depressão que age também nos níveis de dopamina.

Ritalina no tratamento de depressão

Ritalina e outros medicamentos à base de anfetaminas têm sido utilizados no tratamento da depressão, em uma prática conhecida como prescrição "off-label". Esta conduta é aceita dentro da classe médica, pois apenas aponta que outras utilizações não foram contempladas no centro das pesquisas. Normalmente utilizada para o tratamento de TDAH, a Ritalina é uma opção comum para o tratamento de depressão em adolescentes, pois existem poucos antidepressivos disponíveis para utilização nesta faixa etária.

Como a Ritalina age no tratamento

A Ritalina tem uma ação diferente dos antidepressivos mais comuns. Em geral, os medicamentos mais utilizados agem na regulação dos níveis de serotonina e norepinefrina, enquanto a Ritalina aumenta os níveis de dopamina no cérebro. Esta substância está ligada às sensações de prazer e felicidade.

Dosagem

As dosagens de Ritalina no tratamento da depressão são similares no tratamento de TDAH. Normalmente, são prescritos de 5 a 10 mg a serem tomados três vezes ao dia. Recomenda-se que a dose diária não ultrapasse 60 mg.

Efeitos colaterais

Os efeitos colaterais incluem tontura, perda de apetite, dores de cabeça e, em alguns casos, insônia e nervosismo. Os efeitos colaterais mais comuns ocorrem no início do tratamento e são facilmente administrados com diminuição da dosagem orientada pelo médico. Apesar da dependência não ser considerado um efeito colateral, é importante mencionar que o uso prolongado de Ritalina, ou qualquer outra anfetamina, pode levar algumas pessoas a um quadro de dependência química.

Ritalina tarja preta

No Brasil, foi estabelecido o sistema de tarjas nas embalagens dos medicamentos, que apontam para os riscos de cada um deles e o nível de controle que deve ser empregado em sua utilização. A Ritalina é um medicamento psiquiátrico categorizado com a tarja preta, que representa o maior nível de atenção necessário na utilização. Por atuar no sistema nervoso, o consumo do medicamento deve necessariamente ter prescrição e acompanhamento médico, para que os riscos e efeitos colaterais possam ser administrados.

Ritalina no tratamento da depressão
Acompanhamento médico é indispensável (Creatas Images/Creatas/Getty Images)

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