Rituais de nascimento no judaísmo

Escrito por mona almobayyed | Traduzido por pina bastos
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Rituais de nascimento no judaísmo
O nascimento de um bebê é um acontecimento importante na vida de uma família judia (Getty Images)

O nascimento de uma criança é um evento celebrado pelas religiões no mundo afora. Na América Central, os sacerdotes maias davam graças por um recém-nascido passando-o por cima de uma fogueira nas direções norte, sul, leste e oeste. Em muitas igrejas cristãs, uma criança é batizada com água em uma cerimônia testemunhada pela congregação toda. O judaísmo também tem seus próprios rituais para celebrar um nascimento.

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Brit milá

O "brit milá", ou cerimônia da circuncisão, tem lugar oito dias após o nascimento de um menino, embora possa ser adiado se a criança tiver problemas de saúde. O prazo é baseado nas instruções de Deus para Abraão em Gênesis 17: 10-11, nas quais Ele diz a Abraão que a circuncisão será o sinal de um pacto entre eles dois, Deus e Abraão, e as futuras gerações. Tradicionalmente, um mohel, uma pessoa treinada na lei judaica e em técnicas cirúrgicas, desempenha a circuncisão ritual, que é a remoção do prepúcio do pênis do menino. O pai e o sandek, ou padrinho, precisam estar presentes. Após a circuncisão, a criança é entregue ao pai ou à mãe, recebe uma bandagem e lhe são dados tanto o nome hebreu quanto o secular. O nome é mantido em segredo até esse dia. O mohel agradece a Deus pelo menino e pede que ele seja abençoado.

Simchat bat

O "simchat bat", ou "júbilo pela filha", originou-se no século 20 para celebrar o nascimento de uma menina. A recém-nascida é levada à sinagoga no primeiro sabbath após o nascimento para receber um nome. Um dos pais é chamado para ler a Torá, ou abençoá-la, e a bebê recebe uma bênção especial. Assim como com o brit milah, o nome da criança é mantido em segredo até a celebração. Algumas famílias fazem a comemoração em casa e criam sua própria cerimônia.

Pidyon haben

O "pidyon haben", "redenção do primogênito", geralmente tem lugar no 31º dia após o nascimento da criança. Segundo a Torá, as primeiras e melhores coisas pertencem todas a Deus. Originalmente, o primogênito, sendo menino, tinha de servir em um posto religioso, como um sacerdote ou outro funcionário do templo. A cerimônia libera a criança dessa responsabilidade. Nem todos os primogênitos passam por essa cerimônia. Ela não se aplica ao primogênito nascido de cesariana ou a qualquer um dos seus filhos. Se uma primeira concepção termina em perda da criança após mais de 40 dias, ela também não se aplica a qualquer criança subsequente. Tampouco se aplica a qualquer criança nascida da tribo de Levi. A cerimônia, que requer uma troca de dinheiro, não pode ser realizada no sabá. Os pais precisam pagar uma taxa ao rabino ou à sinagoga, equivalente a cinco dólares de prata, que podem valer de R$ 580 a mais de R$ 1.000, baseada na avaliação de cinco shekels, citada em Números 18:15-16.

Seguindo-se ao nascimento

Após dar à luz, uma mulher é tradicionalmente considerada "niddah", ou suja. Ela precisa permanecer sexualmente inativa com o marido até que todo o sangramento pós-parto termine e depois esperar mais sete dias. Seguindo-se a essa separação, a esposa se purifica no mikvá, um banho ritual, após o qual ela e o marido podem retomar as relações maritais.

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