Sapos venenosos em florestas tropicais

Escrito por g.d. palmer | Traduzido por raquel l. pontes
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Sapos venenosos em florestas tropicais
Sapos venenosos são coloridos para advertir os predadores (Poisonous frog, Ronario Frog Pond, Costa Rica image by Oren Sarid from Fotolia.com)

Sapos venenosos são anfíbios muito pequenos e coloridos nativos das florestas tropicais das Américas Central e do Sul. Eles são muitas vezes chamados de sapos-flecha-venenosa, porque suas excreções de veneno têm sido usadas por povos nativos para cobrir pontas de flechas e dardos. Esta toxina pode matar pequenos animais e pássaros, e evita que o sapo seja comido por predadores.

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Phyllobates bicolor

Este sapo venenoso é nativo da Colômbia, na América do Sul, e também é conhecido como sapo-flecha de perna preta. Ele possui um corpo amarelo ou laranja e pernas pretas ou azul escuras. Este sapo é altamente tóxico e excreta uma substância química que resulta em paralisia dos músculos e do sistema respiratório, levando a uma eventual morte.

Phyllobates terribilis

O sapo dourado venenoso é similar ao sapo-flecha de perna preta, mas é inteiro amarelo ou dourado, sem marcas escuras. Ele vive primariamente na costa do Pacífico na Colômbia, e é ainda mais venenoso que seu parente de pernas escuras. De acordo com o zoológico de San Diego, um único sapo pequeno pode fornecer veneno suficiente para 30 a 50 dardos, que permanecem eficazes por até um ano. De acordo com a National Geographic, este sapo é um dos animais mais tóxicos da Terra.

Dendrobates tinctorius

Este sapo venenoso vive nas florestas tropicais no nordeste da América do Sul. É muito colorido e possui um padrão de desenhos chamativos, com pernas em azul brilhante, costas em azul-petróleo e cabeça em amarelo. Ele possui marcas pretas características. Ao contrário dos sapos venenosos phyllobates, sua toxina não é imediatamente fatal. Esta espécie também é conhecida como sapo-garimpeiro.

Dendrobates azureus

Também conhecido como sapo-boi-azul, o dendrobates azureus é nativo do sul do Suriname, perto da fronteira com o Brasil. Possui coloração azul brilhante, com pernas mais escuras e manchas bastante pretas. Este sapo é conhecido por comer seus irmãos quando é girino, então a mãe coloca cada ovo em sua própria fonte de água.

Dendrobates pumilia

Nativos das florestas tropicais do Panamá, Costa Rica e Nicarágua, estes anfíbios também são conhecidos como rã-morango. Estas rãs são incomuns por serem pais cuidadosos. Elas carregam os girinos chocados nas costas para uma fonte de água apropriada. A mãe alimenta seu pequenos filhotes com os ovos não fertilizados. A toxina desta rã é moderada, e meramente torna o animal amargo e desagradável ao paladar, ao invés de causar a morte ou provocar enfermidades em seus predadores.

Dendrobates histrionicus

Também chamado de sapo arlequim, o dendrobates histrionicus vive nas florestas tropicais do oeste do Equador e em porções da Colômbia. Estas criaturas possuem muitas cores distintas, incluindo preto e laranja, amarelo, vermelho e até mesmo azul claro. Todos possuem um padrão em forma de teia no corpo e produzem um veneno capaz de matar pequenos animais.

Dendrobates ventrimaculatus

O dendrobates ventrimaculatus, ou sapo flecha de veneno da Amazônia, vive no Equador, Peru, Colômbia, Brasil e Guiana Francesa. Esta espécie prefere as partes mais baixas das árvores, entre as bromélias. A cor base do sapo é preta, com manchas ou linhas amarelas nas costas e barriga azul ou acinzentada. Ele possui girinos canibais, e por isso deve depositá-los em ambientes aquáticos separados. Um fato interessante é que o macho é responsável por esta tarefa, e não a fêmea. O veneno deste sapo é relativamente fraco, se comparado com outros sapos sul-americanos venenosos.

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