O sensor de detonação pode fazer com que o carro não produza centelha

Escrito por david eiranova | Traduzido por eduardo gama
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O sensor de detonação pode fazer com que o carro não produza centelha
Um motor como este pode usar um sensor de detonação para enviar dados operacionais ao computador do carro (Image by Flickr.com, courtesy of Reg Mckenna)

Carros modernos utilizam uma variedade de sensores para monitorar as funções do motor e garantir seu funcionamento correto. O sensor de detonação é um que envia dados importantes para o módulo de controle eletrônico (ECM) ou para o módulo de ignição. Isso permite, além de outras coisas, que mudanças sejam feitas eletronicamente no avanço da centelha para ignição. Por causa disso, um sensor de detonação defeituoso pode resultar em falhas de centelha, especialmente se o motor está configurado para o sensor de detonação fazer o trabalho que originalmente é do distribuidor.

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Funcionamento

O sensor de detonação envia sinais para a ECM ou o módulo de ignição, permitindo que o computador que controla as bobinas saiba a posição de cada pistão (por exemplo, se ele está no curso de potência ou no curso de compressão etc.). Tal informação é essencial para o perfeito funcionamento do motor, porque se a centelha chegar muito cedo ou muito tarde, pode haver falha na ignição ou não acontecer nada.

Função

Conforme o comando de válvulas gira, o sensor de detonação registra não apenas onde o comando está, mas também, por extensão, onde as válvulas e pistões estão. Para o motor de combustão interna funcionar bem, é necessário que a centelha seja introduzida enquanto o pistão está no curso de compressão (por exemplo, quando o pistão está subindo e enquanto existe combustível na câmara). Se o sensor está com mau funcionamento, o computador pode não ser capaz de determinar o tempo correto para a bobina, e talvez não produza centelha. Mesmo se o computador conseguir utilizar essa informação vindo de outro sensor -- o sensor de posição do comando de válvulas -- para medir o momento correto, o motor possivelmente não funcionará bem, porque não será mais possível controlar o avanço da centelha e sintomas como fraqueza ou engasgues possam ocorrer durante a aceleração.

Avanço eletrônico de centelha

Para ilustrar o funcionamento do avanço eletrônico de centelha, imagine um carro movendo-se a 90km/h em condições normais de temperatura, com uma rpm média e com a borboleta parcialmente aberta. Nesse caso, o computador calcularia a necessidade do avanço de centelha (quando a vela dispara mais cedo no curso de compressão) para quase o máximo. No entanto, se o sensor de detonação não estiver funcionando, o computador do carro não saberá quando acionar a bobina para obter o avanço desejado.

Sistemas de ignição sem distribuidor

Em um sistema sem distribuidor, a função que era do distribuidor passa a ser do sensor de ignição, qua diz ao computador quando acionar a bobina. As vantagens desse sistema incluem a ausência de um rotor ou tampa do distribuidor, que podem quebrar ou queimar com o uso, e a ausência de um avanço a vácuo, que pode romper ou vazar. Mas quando o sensor fica no lugar do distribuidor, a falha nele pode resultar em ausência de centelha.

Mecanismo

Sensores de detonação usam uma roda dentada anexa ao comando de válvulas -- que, pelo uso do Efeito Hall, induz corrente no sensor em intervalos específicos -- ou usam LEDs, que podem piscar em uma roda com furos anexada ao comando de válvulas, onde existe um sensor foto-sensível equipado.

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