Que seres passam por metamorfose?

Escrito por rebekah brooks | Traduzido por kelly isayama
Que seres passam por metamorfose?
Lagartas são um dos muitos tipos de insetos que se transformam (Jupiterimages/Photos.com/Getty Images)

A metamorfose é o que acontece quando uma lagarta se transforma em uma linda borboleta e um girino sem pernas se torna em um sapo saltitante. Insetos e anfíbios são as únicas criaturas que passam por esse processo, sendo os anfíbios os únicos com uma espinha dorsal. Esse processo tem vários estágios diferentes dependendo da espécie, mas ele sempre resulta em uma alteração extraordinária da forma física do animal.

Insetos que passam por metamorfose completa

Por volta de 88% dos insetos passam por metamorfose completa, que consiste em quatro estágios. Dois exemplos de insetos que sofrem o processo metamórfico completo são besouros e borboletas. O primeiro estágio é quando o inseto fêmea bota seus ovos. O próximo é quando as larvas eclodem. Lagartas são as formas larvais das borboletas e larvas dos besouros. As larvas crescem durante esse estágio e a pele é alterada múltiplas vezes. O próximo estágio é o da pupa, onde a larva forma um casulo em torno de si mesma e permanece enclausurada de quatro dias a alguns meses, até que ela tenha desenvolvido seu corpo, órgãos, patas e asas. Depois de se desenvolver completamente, a borboleta ou besouro sai do casulo.

Insetos que passam por metamorfose incompleta

Por volta de 12% de todos os insetos passam por um processo metamórfico incompleto, que consiste em três estágios. Dois exemplos de insetos que passam por esse tipo de fenômeno incluem grilos e libélulas. O primeiro estágio dessa metamorfose é quando a fêmea bota os ovos. O próximo estágio é quando os ovos eclodem e liberam as ninfas, pequenos insetos que não têm asas. Essas ninfas alteram seus exoesqueletos entre quatro a oito vezes, sempre substituindo a carcaça por uma maior. Quando as ninfas trocam de exoesqueleto pela última vez, elas já têm asas completamente formadas.

Sapos e rãs

Sapos e rãs possuem um ciclo de vida biofísico, o que significa que eles liberam suas larvas a partir de ovos, mas elas vivem na água até que passem pela metamorfose e passem a ser capazes de viver na terra. O ciclo de vida começa e os girinos surgem sem pernas, apenas uma cauda. Eles então começam a crescer e a desenvolver pulmões. Depois de seis semanas, as guelras desaparecem e os girinos começam a ir para a superfície para respirarem. Por volta de oito semanas depois do início do ciclo, os girinos desenvolvem pernas traseiras e, depois de doze semanas, as frontais. A cauda se reduz e logo em seguida desaparece, fazendo com que os sapos e rãs saim da água.

Salamandras

Algumas espécies de salamandras têm ciclos diferentes em relação a outras. Alguns tipos, como o tritão, botam ovos na água, onde os girinos eclodem, e se desenvolvem mais ou menos como sapos e rãs, exceto que não há a perda da cauda. Outras salamandras, como a salamandra gigante, nunca saem da água mesmo depois da metamorfose. Outras espécies, conhecidas como sirenas, nunca se desenvolvem completamente após o estágio larval, de maneira que elas têm pulmões, guelras e apenas duas pernas. Outro tipo de salamandra, conhecido como salamandra delgada da Califórnia, pula o estágio larval e já eclode como salamandra, mas nunca desenvolve pulmões e guelras, respirando através da pele e membranas da garganta.

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