Qual o significado de especialização na economia?

Escrito por shane hall | Traduzido por jesse mourao
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Qual o significado de especialização na economia?
A especialização otimiza a produção de bens (Hemera Technologies/Photos.com/Getty Images)

Economia tem a ver com produção, distribuição e consumo de bens. A decisão-chave que os trabalhadores, empresas e nações enfrentam é que bens produzir. O conceito econômico de especialização ajuda a responder a esta pergunta. De acordo com a especialização, os atores econômicos concentram suas habilidades em tarefas nas quais são mais qualificados. Especialização tem aplicações micro e macroeconômicas.

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Identificação

Especialização em um sentido econômico refere-se a indivíduos e organizações com foco no alcance limitado de tarefas de produção que eles melhor executam. Esta especialização exige que os trabalhadores parem de executar tarefas nas quais não são tão qualificados e assumam outros postos mais adequados para eles. Uma linha de montagem, onde cada trabalhador realiza tarefas específicas no processo de produção, é o melhor exemplo de especialização.

A especialização está relacionada com outro conceito econômico, a divisão de trabalho, amplamente discutido por Adam Smith, o economista escocês do século 18 e autor de "A Riqueza das Nações". Smith ilustrou muito bem os benefícios da especialização e divisão do trabalho ao descrever uma fábrica de alfinetes, em que cada trabalhador executa uma única tarefa especializada. Um trabalhador mede o fio, outros cortam, uns o afinam, outros fazem a cabeça do alfinete e assim por diante. Através deste processo, os trabalhadores produziram milhares de alfinetes a mais do que se cada trabalhador fizesse os itens inteiros independentemente.

Efeitos

A especialização, como ilustrada pelo exemplo de Adam Smith da fábrica de alfinetes, permite que os trabalhadores desenvolvam mais habilidade em suas tarefas específicas. Esse tipo de abordagem aumenta a produção, porque os trabalhadores não perdem tempo se deslocando entre diferentes tarefas. Smith também acreditava que os trabalhadores com especialidades eram mais propensos a inovar, criar ferramentas ou máquinas para tornar suas tarefas ainda mais eficientes.

Benefícios

Os benefícios da especialização vão além dos trabalhadores individuais. As empresas que especializam-se em seus produtos específicos podem produzir maiores quantidades para vender. Essas empresas e seus funcionários usam os recursos provenientes da venda dos produtos para comprar bens necessários produzidos por outros trabalhadores e empresas.

Considerações

Embora Adam Smith tenha visto as vantagens da especialização e divisão do trabalho, ele não era tão otimista em relação a essas ideias, pois percebeu alguns pontos fracos também. Ele temia que as linhas de montagem monótonas em que os trabalhadores executavam tarefas individuais ao longo do dia poderiam minar a sua criatividade e espírito. Ele viu a educação como um remédio e acreditava que ela promovia criatividade e inovação no trabalho.

Karl Marx aproveitou as preocupações de Smith em seus escritos sobre economia. Ele viu as tarefas de produção monótonas, juntamente com os salários de subsistência que não representam o valor integral do trabalho, como fatores que aumentam a alienação do trabalhador, o que resultou em uma revolta dos trabalhadores contra a classe capitalista.

Especialização macroeconômica

Especialização em economia não limita-se a pessoas físicas e jurídicas, a esfera da microeconomia. Ela também tem aplicações na macroeconomia, que estuda as ações econômicas de nações, regiões e economias inteiras. Em um contexto macroeconômico, a especialização significa que as nações concentram-se na produção dos bens que têm mais vantagem ao entrar em negociação com outros países para obter outros bens.

David Ricardo, outro economista clássico do século 18 e início do século 19, defendeu a especialização baseada em vantagens comparativas, o que ajuda a determinar se é mais benéfico produzir internamente um produto ou importá-lo. Suponha, por exemplo, que os Estados Unidos produzam roupas e computadores de forma mais barata que a Índia. Embora os Estados Unidos pareçam ter uma vantagem absoluta, podem não ter uma vantagem comparativa, que mede a capacidade de produção em termos de custo de oportunidade.

Como os recursos de produção são limitados, o custo de oportunidade de produção de computadores significa menor produção de roupas. Comparado com o que tem de ser sacrificado, o país deve especializar-se na produção do bem em que tem uma vantagem comparativa e importar o outro produto.

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