Síndrome da dispersão de pigmento

Escrito por marni wolfe | Traduzido por aline ferreira
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Síndrome da dispersão de pigmento
A Síndrome de dispersão de pigmento pode causar um aumento na pressão ocular e levar ao galucoma (eye image by Pali A from Fotolia.com)

A Síndrome de dispersão de pigmento (PDS, na sigla inglesa) é um distúrbio do olho em que os pigmentos granulares responsáveis pela coloração dos olhos se desprendem da parte posterior da íris e se aglomeram no fluído ocular chamado humor aquoso. O distúrbio não apresenta, por si só, ameça para a saúde ou para a visão mas, de acordo com a Glaucoma Research Foundation, em aproximadamente um terço dos casos da síndrome, estes grânulos flocosos ​​podem se acumular nos canais de drenagem do olho, causando um bloqueio que, por sua vez, conduz a um aumento na pressão interna do olho. Este aumento na pressão intra-ocular pode resultar em glaucoma pigmentar e danos no nervo óptico.

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Estatísticas

A PDS é bastante rara e ocorre mais frequentemente em homens brancos e míopes com idades entre 30 e 50 anos, segundo o Handbook of Ocular Disease Management. Suas causas são desconhecidas, embora a síndrome pareça ocorrer devido a uma anormalidade anatômica na qual a íris e as fibras das lentes oculares se atritam. Essa mudança na anatomia pode ser causada geneticamente, embora ainda seja preciso determinar sua associação.

Sintomas e diagnóstico

A Síndrome de dispersão de pigmento não somente não apresenta sintomas, como é tipicamente descoberta em exames oftalmológicos de rotina. Para diagnosticar o problemas, um optometrista ou oftalmologista irá observar faixas granulares marrons semelhantes ao chocolate, em diferentes partes do olho, quando incidir uma luz sobre ele. Se a síndrome tiver evoluído para o glaucoma pigmentar, os sintomas podem incluir visão turva, dor ocular e a visão de halos coloridos ao redor das luzes. No entanto, de acordo com o Handbook of Ocular Disease Management, o glaucoma pigmentar também pode ser assintomático.

Tratamento

Como a Síndrome da dispersão de pigmento não causa qualquer efeito para a saúde, nenhum tratamento é prescrito. Os pacientes são tratados, ao invés disso, como aqueles com alto risco de desenvolvimento de glaucoma e deveriam fazer exames oftalmológicos profissionais três ou quatro vezes por ano, para determinar se a síndrome progrediu para o glaucoma. Se o glaucoma pigmentar é detectado, o tratamento principal usado é à base de colírio com drogas conhecidas como mitóticos, segundo a Glaucoma Research Foundation. Se essa drogas não forem eficazes, outras, como os bloqueadores beta, podem ser necessárias para aliviar a pressão intraocular. Procedimentos cirúrgicos com laser também podem ser prescritos.

Considerações

Drogas mitóticas tem uso limitado, devido ao fato de elas poderem causar visão turva. Um procedimento cirúrgico conhecido como iridotomia à laser, no qual pequenos buracos são criados na íris para aliviar a pressão, aparenta ser eficaz em apenas uma parte dos pacientes, de acordo com a Glaucoma Research Foundation. Isto também é verdade para outra alternativa cirúrgica, a trabeculoplastia à laser, que ajuda a abrir os sistemas de drenagem dos olhos. Como o glaucoma pigmenta progride rapidamente e pode resultar na perda da visão, uma combinação de opções de tratamento pode ser necessária.

Advertências

Aparentemente existe uma conexão entre certos exercícios, como o trotar e o basquete, e o aumento do risco da Síndrome de dispersão pigmentar evoluir para um glaucoma. A associação, provavelmente, está no contato físico, levando a um maior número de grânulos a se atritar com a íris, segundo a Glaucoma Research Foundation. Os pacientes que foram diagnosticados com a síndrome ou com o glaucoma devem discutir suas rotinas de exercícios com seus oftalmologistas.

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