Síndrome do pôr-do-sol em idosos

Escrito por gail cohen | Traduzido por giovana moretti
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Síndrome do pôr-do-sol em idosos
A síndrome do pôr-do-sol atinge idosos com saúde mental comprometida (Visage/Stockbyte/Getty Images)

O que vem à cabeça quando você pensa em pôr-do-sol? Coquetéis com amigos? Preparar o jantar para a família? Talvez você esteja passando uma hora de ócio ao voltar para casa, fazendo uma ponte entre um dia agitado no trabalho e o jogo de futebol do seu filho. Cada um conjura imagens de uma vida "normal". Mas para pessoas mais velhas que estejam passando por uma multiplicidade de condições de saúde baseadas em demência, o pôr-do-sol traz com ele uma expectativa horrível de alucinações, confusão e ansiedade que chegarão quando o sol se for. Explicar porque homens e mulheres saudáveis se tornam perturbados ao ponto de precisarem ser medicados ao fim do dia é um quebra-cabeças que a comunidade médica está correndo para completar. Para amigos e parentes de pessoa que sofram da síndrome do pôr-do-sol, respostas definitivas não podem chegar rápido o suficiente.

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Visão geral da síndrome do pôr-do-sol

Converse com um cuidador experiente sobre o comportamento de pacientes mais velhos e você encontrará acordos virtuais. Mesmo pacientes plácidos exibem mudanças de comportamento conforme o sol começa a se por. Sintomas notáveis são confusão, agitação e esquecimento. Cientistas que estudam o Mal de Alzheimer e outros tipos de demência ainda estão procurando por uma resposta que explique a relação entre o tempo e as mudanças de humor, mas como o pôr-do-sol tem sido observado ao redor do mundo, os especialistas médicos acreditam que a causa é biológica, e não ambiental. Se você estiver tentando determinar se alguém está sofrendo dessa síndrome, procure por esses sintomas: sentimentos irracionais ou improvisados de estar sendo julgado, criticado e/ou repreendido, ou a sensação de paranoia que surge ao final do dia.

A progressão da síndrome

Ela está convencida de que sua cuidadora a está espiando. Ele pergunta os motivos do neto quando a criança faz um elogio. Um idoso para de ir a seus jogos com os amigos porque as pessoas estão conspirando para ter certeza de que ele nunca vai ganhar uma rodada. O tempo passa. Os sentimentos se transformam de desconfortáveis a agudos. Os médicos acreditam que, por trás destes cenários, mudanças químicas acontecem no cérebro do paciente com demência que distorcem reações a ocorrências banais. As alucinações ficam mais fortes, e leva mais tempo para acalmar o portador da síndrome conforme a noite progride. Por trás de tudo, o cérebro lida com mensagens radicais vindas dos centros de controle auditoriais e visuais conforme o paciente se torna cada vez mais incapaz de fazer sentido a partir dessas mensagens. Adicionalmente, as inibições saem conforme as desinibições corticais levam a uma variedade enorme de comportamentos que são ainda mais extremos que os anteriores.

Por que um paciente de demência sofre dessa síndrome

O cérebro é um centro nervoso complexo, ocupando-se ao brincar de guarda de trânsito com fluidos, sinapses, tecidos, nervos, vasos sanguíneos e hormônios, todos girando em torno de uma única missão: manter a pessoa bem próxima a todas as suas faculdades. Conforme o estresse, traumas e complexidades do dia-a-dia bombardeiam os sentidos, o cérebro lentamente esgota suas reservas de substâncias químicas que o mantêm em funcionamento a toda velocidade, embora ele processe tudo que é visto e ouvido durante o dia de forma diferente. Em suma, uma combinação de muitas experiências estimulantes com poucas substâncias químicas biológicas para processá-las faz com que o cérebro fique descontrolado. Deixado a seus próprios dispositivos, o cérebro combate de volta ao disparar alucinações a si mesmo, e a síndrome do pôr-do-sol é um dos resultados mais notáveis.

Teorias de tratamentos alternativos não-médicos

Em um esforço de buscar todas as vias de investigação, a comunidade científica está sujeitando pacientes de síndrome do pôr-do-sol a vários tratamentos. Para ver se os padrões de sono alterados levam à síndrome, os médicos estão testando os efeitos de luz com espectro completo nos pacientes para ver se essa terapia tem a habilidade de reiniciar aqueles ritmos. Como os produtos de iluminação vindo ao mercado na esteira das pesquisas sobre transtorno afetivo sazonal, os portadores da síndrome são expostos a lâmpadas de luz (com cerca de 2.000 lux) colocadas ao lado de suas camas. A lâmpada acorda o paciente, cobrindo-os com luz intensa por meia hora. Em conjunção com, ou independente de terapia com luz, os pesquisadores médicos estão examinando a relação entre hidratação e a síndrome do pôr-do-sol. Para ver se a hidratação monitorada funciona, tentativas estão a caminho. Uma pequena escola de pensamento está seguindo um palpite baseado no meio ambiente. Eles estão medindo o efeito de um pessoal maior com portadores da síndrome, esperando por melhoras nos pacientes quando mais pessoas oferecem mais contato direto durante o fim da tarde e a noite.

O que fazer por uma pessoa que você suspeita ter a síndrome

Ter um entendimento claro sobre o que a pessoa está passando leva um bom tempo para preparar sua mente e corpo para uma resposta saudável. Gerontologistas recomendam ficar calmo e reconfortante para transmitir uma sensação de paz e tranquilidade. Nunca confronte um portador da síndrome, nem o acuse de ser irracional ou tente convencê-lo de que os sentimentos que ela está enfrentando não são reais. Sugira uma bebida calmante ou um cochilo para ajudar a reestabelecer o equilíbrio. Feche as cortinas ao final do dia, e desvie a atenção de relógio. Envolva o paciente numa atividade estruturada preferida. Adicionalmente, certifique-se de que as necessidades básicas dele — como fome, sede e higiene — sejam atendidas para reduzir o estresse. Quando as terapias já se esgotaram, tente medicamentos orais, emplastros e outras terapias químicas rapidamente rastreadas por pesquisadores médicos. Em casos mais extremos, medicamentos antipsicóticos e/ou sedação podem ser prescritas para ajudar os portadores da síndrome a ficarem em paz com as tempestades travadas em seus cérebros.

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