Sintomas das convulsões mioclônicas

Escrito por lisa sefcik | Traduzido por marina villar
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Sintomas das convulsões mioclônicas
A convulsão mioclônica pode ser identificada através de um exame eletroencefalograma (Keith Brofsky/Photodisc/Getty Images)

A convulsão mioclônica é um dos muitos tipos de convulsões que podem afetar as pessoas com epilepsia. A epilepsia, que é às vezes chamada de convulsão, ocorre quando o cérebro produz surtos anormais de atividade elétrica. A convulsão mioclônica tem muitos sinais distintos e sintomas que permitem ser identificados através de um eletroencefalograma, que é um teste que registra as atividades do cérebro - ou às vezes através de uma observação simples isolada. A convulsão mioclônica ocorre em vários tipos de distúrbios de convulsões e pode ter várias características.

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Convulsões generalizadas

As convulsões têm duas categorias: parcial e generalizada. A convulsão mioclônica é generalizada. Ela ocorre em ambos os hemisférios do cérebro. É ainda caracterizada por extremamente leves sacudidas como em um choque elétrico. A maioria do tempo, ela é bilateral (afetando ambos os lados do cérebro) e dura apenas alguns segundos. Enquanto algumas vezes será apenas um segundo, muitas ocorrem dentro de um curto período de tempo.

Epilepsia mioclônica juvenil

A epilepsia mioclônica juvenil (EMJ) é uma forma extremamente comum de convulsão, compreendendo 7% dos casos de epilepsia. A EMJ pode ocorrer entre o final da infância e início da fase adulta, mas geralmente começa durante a puberdade. Os sintomas de EMJ incluem estremecimento do pescoço, ombros e parte superior dos braços. As convulsões geralmente acontecem logo após a pessoa acordar pela manhã. A EMJ pode ser bem controlada com medicação, no entanto, o tratamento é geralmente para a vida inteira. Aqueles com EMJ não sofrem de déficit intelectual por causa dessa condição.

Síndrome de Lennox-Gastaut

As convulsões mioclônicas podem ser uma característica da síndrome de Lennox-Gastaut. Essa síndrome é rara e geralmente ocorre em crianças entre dois ou seis anos que já têm um dano cerebral pré existente. Cerca de 75 a 95% das crianças com essa síndrome têm danos mentais e eventualmente requerem tratamento a longo prazo conforme chegam à fase adulta. A convulsão mioclônica na criança com síndrome de Lennox-Gastaut envolve o pescoço, ombros, parte superior dos braços e face. As crises são mais fortes do que as notadas em EMJ e são difíceis de controlar, mesmo com medicação.

Epilepsia mioclônica progressiva

A epilepsia mioclônica progressiva (EMP) implica em sintomas de ambas as crises mioclônicas bem como crises tônico-clônicas - aquelas que geralmente resultam em inconsciência. Essa é uma rara condição geralmente hereditária por natureza e pode ocorrer na infância e na fase adulta. Além de sofrer com as crises mioclônicas, desequilíbrios e rigidez muscular podem estar presentes. A perspicácia mental diminui com o tempo. O tratamento médico desse tipo de convulsão mioclônica envolve numerosos tipos de medicamentos para tratar diferentes tipos de crises e é geralmente bem sucedido por alguns meses ou alguns anos. As pessoas com a epilepsia mioclônica progressiva se deterioram conforme a medicação se torna menos efetiva.

O que inicia a convulsão mioclônica?

Na maioria das vezes, a convulsão mioclônica é iniciada devido à falha ao tomar o remédio necessário para controlar a crise. No entanto, existem numerosas razões para iniciar essas crises que variam de pessoa para pessoa. A convulsão mioclônica pode ser induzida por estimulação externa, como luzes piscantes, ou até mesmo através de processos mentais extremos. O estresse, falta adequada de sono e o uso de drogas e álcool podem contribuir para a frequência das convulsões mioclônicas.

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