Sintomas de uma pseudo-convulsão

Escrito por adam cloe | Traduzido por mariana dsp
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O termo "pseudo-convulsão" descreve eventos que, à primeira vista, parecem-se com convulsões epilépticas, mas acontecem em pacientes que não sofrem de epilepsia. Essas convulsões são causadas por algum tipo de transtorno psicológico e, por isso, são tratadas como um tipo de transtorno de conversão. Tais transtornos são condições nas quais o paciente apresenta sintomas de doenças que ele não tenha.

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Descrição geral da convulsão

Para entender o que é uma pseudo-convulsão, é importante entender as características gerais de uma convulsão. Elas podem se apresentar de diversas formas, mas em geral, envolvem uma mudança repentina de comportamento, função corporal, sensação ou movimento. As convulsões podem variar entre um espasmo repentino em um dos membros à perda temporária de cognição e "congelamento" durante as atividades (conhecida como convulsão parcial).

Pseudo-convulsões x Convulsões

Os sintomas de uma pseudo-convulsão são muito parecidos com aqueles de uma convulsão epiléptica, exceto pela origem, que é psicológica, e não neurológica. Uma das características da convulsão epiléptica é que existe uma descarga anormal de eletricidade do cérebro, durante a convulsão. Essa descarga não existe em uma pseudo-convulsão.

Diferenciando as características

Certos comportamentos ocorrem mais comumente em pseudo-convulsões do que em convulsões epilépticas. Uma pessoa tendo uma pseudo-convulsão, por exemplo, está mais propensa a morder a ponta da língua (durante uma convulsão real, a língua do epiléptico fica mole e a ponta fica inacessível aos dentes). Outras características de uma pseudo-convulsão incluem que elas vão se estabelecendo aos poucos e a duração é de dois minutos ou mais. Durante essa convulsão, o paciente fecha os olhos. As pseudo-convulsões envolvem o movimento da cabeça, de um lado para o outro, o que raramente ocorre em convulsões epilépticas.

Diagnóstico

Um eletroencefalograma pode eliminar a hipótese de epilepsia em uma pessoa que tenha pseudo-convulsões. Esse exame envolve colocar diversos eletrodos na cabeça e couro cabeludo do paciente para monitorar a atividade elétrica. Conforme mencionado, as pseudo-convulsões não apresentam a atividade elétrica anormal, característica à convulsão epiléptica. Ademais, muitas convulsões epilépticas resultarão na liberação de um hormônio chamado prolactina, que está presente no sangue após uma convulsão. As pseudo-convulsões não envolvem aumentos nos níveis de prolactina no sangue.

Fatores de risco da pseudo-convulsão

Aproximadamente 3/4 dos pacientes que sofrem de pseudo-convulsões são mulheres. Elas tendem a acontecer no início da vida adulta ou final da adolescência. Pessoas que sofrem dessas convulsões costumam ter transtornos psicológicos, como depressão grave ou transtorno de ansiedade. Elas geralmente têm também um histórico de muitos problemas médicos indefinidos ou não compreendidos.

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