O sistema nervoso durante o exercício físico

Escrito por laura niedziocha | Traduzido por marina mendes
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O sistema nervoso durante o exercício físico
Quando nos exercitamos, nosso sistema nervoso regula a pressão sanguínea e os batimentos cardíacos (Jupiterimages/Brand X Pictures/Getty Images)

Apenas pensar em exercícios físicos pode aumentar os batimentos cardíacos, pressão sanguínea e a respiração. É óbvio que deve haver algo mais do que apenas movimento que funcione para aumentar a atividade metabólica do corpo. O cérebro é o comando central do coração, pulmões, músculos e até mesmo dos vasos sanguíneos.

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Sistema nervoso autônomo

O sistema nervoso autônomo possui dois percursos diferentes: a estimulação simpática e a parassimpática. Na maioria das atividades físicas, essas duas partes do sistema nervoso autônomo trabalham de forma oposta. O sistema nervoso simpático age como o antagonista, estimulando o coração, vasos sanguíneos, pulmões e sistemas metabólicos para preparar o corpo para a atividade. Já o parassimpático fica no comando durante os períodos de descanso e lazer, conservando a energia e permitindo que outros sistemas, desnecessários em atividades físicas, como o da digestão, funcionem.

Efeito sobre o sistema cardiovascular

Quando nos exercitamos, o sistema nervoso simpático fica no comando. Ele toma conta do coração e da liberação de hormônios para estimular o corpo a ficar no modo ativo. Os nervos simpáticos aumentam o batimento cardíaco e a força das contrações, aumentando a quantidade de sangue bombeada por minuto. O sistema nervoso simpático também contrai os vasos sanguíneos nos órgãos desnecessários durante o exercício, como os do sistema digestivo, dos órgãos reprodutores e do trato urinário. Para compensar, os vasos do coração e dos músculos trabalhados ficam dilatados. Além disso, a vasoconstrição aumenta a pressão sanguínea.

Efeitos sobre os hormônios

O sistema nervoso simpático, sob exercício, estimula a medula adrenal do cérebro para secretar as catecolaminas. Esses hormônios, a norapinefrina (noradrenalina) e a epinefrina (adrenalina), facilitam as mudanças fisiológicas causadas pelo exercício. O aumento da atividade cardíaca, das células musculares do esqueleto e do pulmão é estimulado pela liberação da epinefrina. A constrição e inibição dos sistemas desnecessários é realizada pela norapinefrina.

Mudanças para se exercitar

A atividade física regular pode causar mudanças benéficas no sistema nervoso central. Por exemplo, as conexões entre as terminações nervosas e os músculos do esqueleto ficam mais eficientes, facilitando o desempenho do corpo durante o exercício. Como consequência, o corpo pode aumentar o número de capilares sanguíneos que compõem os músculos trabalhados. Essa mudança também deixa a distribuição do sangue nesses músculos mais eficaz.

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