Como o sistema de transporte público nas grandes capitais do País pode melhorar?

Escrito por érica frança
Como o sistema de transporte público nas grandes capitais do País pode melhorar?
Trens são um importante meio de transporte para qualquer cidade (Thinkstock Images/Stockbyte/Getty Images)

O trânsito congestionado é uma das maiores pragas do ambiente urbano em qualquer país, sobretudo no Brasil. Nas grandes cidades, a dificuldade de locomoção é flagrante. Quem utiliza carro perde horas em avenidas entupidas, enquanto quem opta pelo transporte público sofre com as lotações e falhas frequentes no sistema. Várias medidas precisam ser tomadas para sanar estes problemas e elas só podem ser concretizadas adequadamente com planejamento. Confira algumas ações que precisam ser feitas para tornar as cidades mais dinâmicas.

Reestruturação viária

Um dos primeiros e mais importantes passos para melhorar o trânsito em qualquer cidade, seja grande ou pequena, é estudar a estrutura viária. Essa análise permite detectar os gargalos do tráfego na cidade e os meios de corrigi-lo. As soluções mais apontadas passam por ações simples, como inversão de mão ou instalação de radares e semáforos até atitudes mais complexas, como abertura ou retificação de novas avenidas. Alterações mais profundas precisam ser realizadas tendo em vista a implantação de vetores de transporte público, como linhas ferroviárias, de VLT (veículo leve sobre trilhos) ou corredores de ônibus.

Corredores de ônibus

Outro passo importante para qualquer grande cidade é investir nos ônibus, que são o meio de mobilidade mais barato e também o mais rápido de ser implantado. Para que esta modalidade de transporte público possa funcionar de forma mais satisfatória, é preciso investir em corredores exclusivos. Desta forma, ele poderá desenvolver velocidade maior e, assim, reduzir o tempo gasto em cada trajeto. Em todas as cidades onde foi implantada, foi registrada melhora no fluxo do tráfego.

BRT

Os BRTs (Bus Rapid Transit) são uma versão mais moderna e radical dos corredores de ônibus. Eles se destacam dos convencionais por dois fatores. O primeiro é que esses corredores são fisicamente isolados das demais faixas de rolagem das avenidas, impedindo totalmente a invasão de veículos estranhos ao sistema. Outra particularidade está nos pontos de parada, que funcionam como estações de trem e metrô. O usuário paga a passagem, entra no ponto e, com a chegada do veículo, entra diretamente, sem precisar se deter por catracas e cobradores.

VLT

Os Veículos Leves sobre Trilhos (VLTs) são também conhecidos como metrô leve. Trata-se de uma versão mais moderna dos antigos bondes: são comboios elétricos que se movimentam por trilhos metálicos e que cortam ou passam paralelamente a ruas e avenidas. A diferença para seu primo mais antigo é que as paradas ocorrem em menor número e são feitas em estações cuidadosamente escolhidas, e não em pequenos pontos espalhados pelo trajeto. Funcionam como complemento aos trens e metrô.

Metrô

É o meio de transporte mais caro de ser implantado. Isso ocorre porque boa parte de seus percursos são feitos sob a terra, em túneis profundos. A distância entre as estações varia entre 800 e 1.500 metros. O sistema subterrâneo funciona com maior eficiência quando instalado nas regiões mais centrais da cidade, ligando estas a pontos estratégicos, como aeroportos, rodoviárias, universidades, hospitais, estádios de futebol e centros de convenções. O segredo para sua melhor funcionalidade é ampliar o número de interligações entre as linhas, aumentando as opções de percursos.

Trens

Em cidades bem planejadas, o transporte ferroviário de superfície serve como a base da pirâmide da mobilidade sobre trilhos. Neste caso, as linhas são bem mais extensas e a distância entre as estações pode ser bem maior, superando 10 quilômetros em alguns casos. Por isso, os trens são usados para transportar passageiros vindos de bairros muito distantes do centro ou mesmo de outras cidades de uma região metropolitana. Em resumo, o usuário que mora no subúrbio utiliza os trens para chegar até o centro. De lá, ele utiliza o metrô para percorrer regiões mais próximas.