Entenda como a energia é armazenada no nosso corpo

Escrito por contributing writer | Traduzido por pedro santos
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Entenda como a energia é armazenada no nosso corpo
Entenda como a energia é armazenada no nosso corpo (BrianAJackson/iStock/Getty Images)

Nós obtemos energia a partir de alimentos que ingerimos, que é medida em calorias. Essa energia, de acordo com a Segunda Lei da Termodinâmica, será convertida para outra forma depois que a tivermos consumido. Uma dieta diária típica consiste em alimentos das três categorias principais, ou seja, carboidratos, proteínas, gorduras e óleos. Uma vez no organismo, esses alimentos são utilizados para compor o corpo, metabolizados para proporcionar energia ou armazenados para produzir energia a ser utilizada no futuro. Algumas das reações químicas que ocorrem dentro das células são eficientes na geração de energia, outras não. O corpo humano segue os princípios termodinâmicos dependendo das reações mais eficientes para armazenar e produzir energia.

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Potencial

Cada alimento consumido pode proporcionar uma quantidade potencial de energia: carboidratos proporcionam quatro calorias por grama; gorduras, nove calorias; proteínas, quatro calorias por grama. A energia contida na comida que consumimos é, em sua maior parte, energia química e energia potencial. Uma dieta média deve consistir de dois mil calorias por dia, mas uma pessoa pode acabar consumindo cerca de três mil calorias por dia, que é muita energia em potencial.

Efeitos

O corpo acumula sua energia nas moléculas mais simples, derivadas da comida consumida. Carboidratos são quebrados em suas formas mais simples, glicose, que é lançada na corrente sanguínea para ser imediatamente convertida em energia nas células em que é necessária. Isso acontece por meio de um processo de diversas etapas, conhecido como glicogênese. A glicose extra que não é necessária é convertida em glicogênio e armazenada no fígado e no tecido muscular. Quando a glicose do sangue cai em um nível abaixo do ideal - conforme vai sendo usada -, o fígado converte o glicogênio de volta em glicose e a lança na corrente sanguínea.

Considerações

Em situações de jejum, quando toda a glicose disponível já foi utilizada, o corpo busca fontes alternativas de energia, como proteína, gorduras e óleos. A proteína, uma vez ingerida, é quebrada em seus componentes mais simples: aminoácidos. Estes são usados primariamente na construção de músculos, mas, durante uma crise energética, os aminoácidos passam por uma gliconeogênese, convertendo o esqueleto de carboidrato dos aminoácidos num substrato que pode ser usado na glicogênese. A gordura passa por uma reação de tipo semelhante, convertida em triglicérides que passam por lipólise para formar glicerol, que pode ser, por sua vez, convertido para uso na glicólise.

Significado

A reação química mais eficiente para produção de energia é a glicólise, importante porque resulta na formação de trifosfato de adenosina (ATP). Essa substância é normalmente conhecida como a “moeda corrente de energia” do corpo humano. O ATP contém uma liga de fosfato rica em energia que, quando quebrada, libera energia para qualquer propósito que o corpo necessite. Depois que o ATP perde o fosfato, passa a se chamar difosfato de adenosina (ADP) e esse ADP entra novamente na reação química da glicólise, onde recebe outra ligação de fosfato rica em energia que o converte de volta em ATP. Células ativas, como as células musculares, normalmente contém altos níveis de ATP.

Aviso

Diversas doenças já foram relacionadas ao excesso de glicogênio armazenado nas células. Essa condição é normalmente causada por um defeito genético. As doenças se caracterizam por uma falta de enzimas importantes requeridas na conversão de glicogênio para glicose. Um sintoma comum desses distúrbios é baixa taxa de açúcar no sangue. Quando um excesso de glicose está presente nas células musculares, o paciente sente fraqueza muscular e incapacidade de fazer exercícios.

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