Sobre os vulcões do círculo de fogo do Pacífico

Escrito por contributing writer | Traduzido por augusto morgante
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Sobre os vulcões do círculo de fogo do Pacífico
O círculo de fogo do Pacífico tem esse nome porque ele é o lar de mais de 75% dos vulcões existentes no mundo (Ablestock.com/AbleStock.com/Getty Images)

O círculo de fogo do Pacífico, chamado de "Ring of Fire" em inglês, não é apenas o nome da clássica canção de Johnny Cash — é uma realidade geológica. O nome é dramaticamente adequado para uma das regiões mais caóticas e ativas, geologicamente falando, de todo o planeta. O círculo de fogo tem esse nome porque ele é o lar de centenas de vulcões, cuja sequência ininterrupta de erupções serve como lembrete do verdadeiro cabo-de-guerra que é o movimento das placas tectônicas, logo abaixo dos nossos pés.

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Os fatos

O círculo de fogo do Pacífico é o nome que se dá ao anel formado por vulcões, movimentos tectônicos, fendas e atividade sísmica que circunda a bacia do Pacífico. Estendendo-se por mais de 40.000 km de largura, o círculo de fogo abriga mais de 450 vulcões — mais de 75% do total mundial. Ele é também a região mais sísmica do planeta, superando em 10 vezes seu concorrente mais próximo, a cadeia eurasiana de montanhas denominada "Cinturão Alpide".

Geografia

O círculo de fogo abrange quase a totalidade do oceano Pacífico, seguindo aproximadamente os mesmos contornos da placa do Pacífico. Ao norte, ele alcança o Alaska e a península russa do Kamchatka, e ao leste se estende até o México e o Chile. Sua borda mais ocidental percorre a extensão das Filipinas, passa pela Micronésia e Nova Guiné, até chegar à Ilha Norte da Nova Zelândia. Ao sul, o círculo de fogo chega até a Antártica — que, ao contrário do que se pensa, também abriga muitos vulcões ativos.

Formação

O círculo de fogo formou-se ao longo de milhões de anos por meio da colisão de placas tectônicas. Conforme a placa do Pacífico movimenta-se contra as placas adjacentes, uma delas acaba por subduzir ("mergulhar") sob a outra. A crosta úmida subduzida servirá para derreter o manto subjacente, o que produz o magma. Esse magma então ascende lentamente, até conseguir romper a superfície da Terra, formando um vulcão.

Efeitos

O círculo de fogo já produziu mais do que apenas vulcões. Ele também formou ilhas e cadeias de montanhas ao redor do mundo, ou até mesmo países inteiros. As Ilhas Aleutas no Alaska são todas de origem vulcânica. O Japão também foi criado pela subdução da placa do Pacífico por baixo da placa Eurasiana, e o icônico Monte Fuji nada mais é que um dos muitos vulcões formados nesse processo

Fatores de risco

A grande maioria dos terremotos do mundo — entre 80 e 90% — ocorrem ao ao redor do círculo de fogo. Nos Estados Unidos, a erupção do Monte Santa Helena em 1980, foi a maior erupção vulcânica continental documentada na história daquele país. Ela matou 57 pessoas, causou mais de 2 bilhões de reais de danos e causou uma precipitação de cinzas em 11 estados diferentes. Porém, erupções de grande porte já ocorreram e continuarão a ocorrer ao longo do círculo de fogo, principalmente em países sem recursos para organizar esforços de resgate e recuperação. A Indonésia e as Filipinas são particularmente vulneráveis a acontecimentos desse tipo.

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