Tanques usados pelos alemães durante a Primeira Guerra Mundial

Escrito por riccardo giovanniello | Traduzido por henry alfred bugalho
Tanques usados pelos alemães durante a Primeira Guerra Mundial

O projeto apressado do A7V logrou apenas 20 modelos produzidos antes do final da guerra

Hemera Technologies/AbleStock.com/Getty Images

A Primeira Guerra Mundial assistiu ao uso dos primeiros tanques em combate, quando, em 1916, os britânicos introduziram os imponentes veículos de assalto com bastante sucesso. A Alemanha construiu, em resposta, sua própria versão do tanque, o A7V. Contudo, o exército alemão acelerou a produção dos tanques, construindo 20 modelos em menos de um ano. O A7V foi o único tanque alemão da Primeira Guerra Mundial, e teve pouco êxito antes que a guerra acabasse em 1918.

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O Projeto do A7V

O projeto apressado e simples do A7V foi um dos maiores defeitos no tanque alemão. Um sistema de suspensão Holt era a base do A7V (também conhecido como Sturmpanzerwagen) com uma grande carcaça de metal no topo. O A7V tinha um canhão russo 57 mm como a arma principal na frente, junto com duas metralhadoras 7.92 mm na parte de trás e outras duas nas laterais do tanque. O A7V tinha um motor gêmeo Daimler-Benz com potência de 100 cavalos cada; o cano de escape estendia-se desde o lado esquerdo do tanque.

As condições interiores

Eram necessários dezoito soldados para operar o tanque A7V, tornando as condições interiores pouco ideais. O interior do tanque era cheio e barulhento com visibilidade limitada da tripulação. Dois soldados pilotavam o tanque, enquanto dois eram necessários para operar cada canhão principal e seis para as metralhadoras; um mirava e disparava, enquanto o outro recarregava a arma. O A7V também apresentava uma área de armazenamento designada para guardar as armas e equipamentos dos soldados. Apesar de o A7V ser grande o bastante para permitir que os soldados ficassem de pé confortavelmente, a pouca manobrabilidade do tanque tornava a viagem turbulenta.

Desvantagens do A7V

Em terreno plano, nivelado, o A7V era um veículo formidável; contudo, a Primeira Grande Guerra não proporcionou condições ideias para a Alemanha. Os campos de batalha se caracterizavam por trincheiras longas e profundas e terrenos lamacentos que não serviam bem para o A7V. Na verdade, os soldados alemães preferiam usar tanques britânicos capturados do que o Sturmpanzerwagen. Apesar de suas seis metralhadores junto com um canhão de grosso calibre poderem proporcionar uma forte arma ofensiva, o A7V foi empurrado para um papel defensivo. Em 1917 e 1918, as forças alemãs estavam recuando; ao invés de atacar como ocorreu de 1914 até 1916, o exército alemão foi forçado a defender suas linhas. A falta de manobrabilidade do A7V fez com que o tanque assumisse a responsabilidade de defesa.

Primeira batalha tanque vs tanque

O A7V protagonizou a primeira batalha tanque vs tanque da História em 24 de abril de 1918. Um time de três A7V teve a oportunidade de se encontrar com três tanques britânicos Mk.IV. Apesar de os três tanques alemães forçarem dois tanques britânicos a recuarem depois de fogo pesado, o último tanque britânico Mk.IV permaneceu na luta. O Mk.IV remanescente atacou usando sua mobilidade e velocidade superiores. Movendo-se rapidamente e usando breves paradas para atacar, o Mk.IV imobilizou um dos tanques A7V, matando cinco tripulantes, enquanto os outros dois tanques A7V recuaram.

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